A modelo Luiza Brunet voltou a manifestar indignação com o desfecho da batalha judicial contra o ex-companheiro, o empresário Lírio Parisotto. Após a Justiça fixar em R$ 150 mil a indenização por danos morais pelas agressões sofridas, ela publicou uma carta aberta nas redes sociais nesta terça-feira (13/10).
Na mensagem, Luiza reconheceu a importância da decisão, mas afirmou que o valor é pequeno diante da realidade financeira do empresário. Para ela, a indenização precisa ter significado e representar uma consequência concreta para quem foi condenado.
"Qual é a eficácia de uma condenação que praticamente não afeta o patrimônio de quem praticou uma violência tão grave?", questionou. A modelo ressaltou que dinheiro nenhum apaga as agressões nem repara por completo os danos físicos e emocionais.
Luiza também relembrou o desgaste dos últimos anos. "Durante todos esses anos, enfrentei não apenas as consequências das agressões, mas também a exposição, os ataques à minha imagem e o desgaste de uma batalha judicial que parecia não ter fim", declarou. Ela disse ainda que passou a usar sua voz e visibilidade para defender os direitos das mulheres.
Na carta, defendeu que os critérios de indenização considerem a gravidade da violência, a extensão dos danos e a situação econômica de quem foi condenado. "A violência contra a mulher precisa ter consequências reais. E nenhuma mulher deveria precisar lutar por tantos anos para ser ouvida, respeitada e reparada", escreveu.
Luiza denunciou ter sido agredida por Parisotto em maio de 2016, durante viagem a Nova York, nos Estados Unidos. Na ocasião, relatou quatro fraturas nas costelas, além de hematomas no rosto e no corpo. O caso gerou um processo criminal que terminou com a condenação do empresário.
Depois, a modelo recorreu à esfera cível. Na decisão mais recente, a Justiça fixou os R$ 150 mil por danos morais e rejeitou os pedidos de indenização por danos materiais e lucros cessantes, ligados a perdas profissionais alegadas, por falta de provas suficientes. A decisão ainda pode ser contestada por recurso.
Foto: Reprodução/BNews.






