O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retire do ar uma propaganda patrocinada que associa o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao crime organizado. A decisão liminar é da ministra Estela Aranha e fixa prazo de 24 horas para a remoção do conteúdo e a suspensão do impulsionamento nas redes sociais.
No vídeo, Lula cobra o apoio da bancada ligada a Flávio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Em seguida, questiona a posição do adversário e afirma: "Por que ele não quer votar? Porque ele faz parte desse crime organizado".
Em outro trecho, o presidente declara esperar que a bancada de Flávio Bolsonaro vote a proposta "para que a gente possa, de uma vez por todas, combater o crime organizado".
De acordo com a ação apresentada pelo PL, a peça recebeu 325 impulsionamentos no Facebook e no Instagram e alcançou mais de 2,9 milhões de contas. Os gastos estimados com a divulgação ficaram entre R$ 25,8 mil e R$ 59 mil. Na decisão, a ministra considerou irregular o uso de publicidade paga para ampliar o alcance de propaganda negativa contra outro candidato.
A PEC da Segurança Pública prevê maior integração entre os órgãos de segurança, a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição e mudanças no combate ao crime organizado e no sistema penitenciário. A proposta segue em discussão no Senado, onde a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisa os destaques ao texto.
Foto: Ricardo Stuckert/PR; Tânia Rêgo/Agência Brasil.






