O papa Leão XIV, de 71 anos, revelou no domingo (11) que será submetido a uma cirurgia para retirar um nódulo pulmonar. O procedimento está previsto para esta semana, no Hospital Policlínico Gemelli, em Roma.
Ainda não foi informado se o nódulo é benigno ou maligno, e o diagnóstico está em fase inicial. De acordo com a Santa Sé, a internação após a operação deve durar cerca de uma semana. Não há detalhes sobre a técnica cirúrgica nem sobre o tempo total de recuperação.
A viagem pastoral do pontífice ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, prevista para o período de 6 a 17 de novembro, continua na agenda oficial. O anúncio é a primeira informação pública sobre um problema de saúde do papa desde sua eleição, em maio de 2025.
O pneumologista Felipe Marques, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que os nódulos são pequenas formações arredondadas, em geral de até 3 cm, que podem aparecer em um ou nos dois pulmões. Muitas vezes são causados por infecções ou cicatrizes no tecido pulmonar. A condição costuma ser associada ao tabagismo, mas também pode surgir por inflamação, fatores hereditários e exposição a produtos tóxicos.
Segundo o médico, a poluição atmosférica é um dos fatores de risco modernos mais investigados. Infecções como tuberculose e pneumonia podem deixar marcas conhecidas como granulomas, que na maioria dos casos são benignas. Em alguns casos, porém, o nódulo pode evoluir para diagnósticos mais graves, como o câncer de pulmão.
O especialista afirma que os nódulos normalmente não causam sintomas, o que dificulta a detecção precoce. Os sinais costumam surgir apenas quando a lesão atinge outras regiões fora do pulmão ou estruturas vasculares, provocando sangramentos. Tosse seca, cansaço e falta de ar podem estar relacionados, mas também ocorrem em outras doenças. Por isso, ele recomenda rastreamento de grupos de risco: pessoas que fumam ou já fumaram, de 50 a 80 anos, com carga tabágica de 20 anos-maço.
Quanto ao tratamento, a ressecção cirúrgica é a primeira opção quando a doença está em fase inicial. Radiocirurgia ou métodos ablativos são alternativas para quem não pode ser operado. Se a doença estiver avançada, o caminho pode ser o tratamento sistêmico, com quimioterapia, imunoterapia ou terapias-alvo.
Foto: Reprodução/Morre Amber Siyavus, ex-"Big Brother", aos 46 anos.






