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Eleições 2026

Atos pró-Lula em SP e no Rio são feito inédito do PT em anos, avalia cientista político

Para Alberto Carlos Almeida, o partido não colocava tanta gente nas ruas há muito tempo, mas o impacto eleitoral dependeria de crescimento espontâneo.

Atos pró-Lula em SP e no Rio são feito inédito do PT em anos, avalia cientista político
Foto: Reprodução/Morre Amber Siyavus, ex-"Big Brother", aos 46 anos

Os atos de apoio à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizados em São Paulo no domingo (11) e no Rio de Janeiro na segunda-feira (12), chamaram a atenção de especialistas pela forte adesão popular. Para o sociólogo e cientista político Alberto Carlos Almeida, trata-se de um feito inédito do PT nos últimos anos.

Ele disse não se lembrar da última vez em que o partido conseguiu mobilizar tanta gente. "Fazia muito tempo que o PT não conseguia colocar tanta gente nas ruas, como foi o caso de São Paulo ontem e do Rio de Janeiro hoje", declarou.

Segundo o especialista, para que as manifestações tenham efeito real na disputa eleitoral, seria necessário um crescimento espontâneo e progressivo, como ocorreu em 2013. Naquele ano, protestos motivados inicialmente pela Copa das Confederações se espalharam de forma orgânica pelo país e levaram milhões de pessoas às ruas. "Seria preciso que isso crescesse de uma forma espontânea e fosse aumentando — um efeito cascata, um efeito crescente", explicou.

Alberto também avaliou que a mobilização é positiva para a democracia. "Isso é uma novidade que fortalece o processo democrático e legitima o resultado da eleição, qualquer que seja ele", afirmou.

Em análise sobre a reação da oposição, o diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner, disse que a campanha de Flávio Bolsonaro estuda usar nomes de projeção nacional do PL. Entre as ideias estaria levar os "bloquinhos do Nikolas", eventos organizados pelo deputado Nikolas Ferreira (PL) em Minas Gerais, para outras regiões, além de escalar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para atos populares.

O cientista político destacou ainda um aspecto que, na sua visão, passa despercebido no noticiário: a atuação intensa de prefeitos nos dois lados da disputa. "Os prefeitos estão atuando dos dois lados. Existe uma mobilização muito grande de prefeitos — prefeitos que tiraram licença do exercício de seus mandatos", concluiu.

Foto: Reprodução/Morre Amber Siyavus, ex-"Big Brother", aos 46 anos.

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