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Emissoras atribuem a erro técnico propaganda de Flávio Bolsonaro que foi ao ar sem áudio

Astral e Abert dizem que o material foi entregue em perfeitas condições e que houve falha no processamento da mídia; TSE confirma problema e informa que programa será reexibido.

QUAEST: Flávio Bolsonaro tem 50% e lidera no DF em segundo turno contra Lula, que aparece com 40%
Foto: Divulgação // Ricardo Stuckert/PT

A Astral (Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas) e a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) informaram que um erro no processamento da mídia fez a propaganda eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) ir ao ar sem áudio nesta segunda-feira (12).

Em nota conjunta, as entidades afirmaram que o material foi recebido do partido "em perfeitas condições". Segundo elas, a equipe técnica do grupo de emissoras públicas e privadas, responsável pela transmissão do horário eleitoral gratuito, identificou depois um problema técnico e comunicou o caso ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A explicação converge com a do tribunal, que também atribuiu a ocorrência a uma falha na preparação das propagandas para o bloco das 13h. De acordo com o TSE, os áudios dos programas de Flávio e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não foram carregados na finalização das mídias.

A equipe conseguiu corrigir o problema antes da exibição da peça de Lula, que veio na sequência. A propaganda de Flávio, porém, foi ao ar sem som. O TSE informou que o arquivo foi corrigido e que o programa será reexibido conforme as regras do horário eleitoral.

As associações explicaram que a operação é compartilhada pelas emissoras participantes, que disponibilizam profissionais e equipamentos para receber os arquivos, preparar os programas e gerar e distribuir o sinal. Para o grupo, a operação única de transmissão é um "modelo consolidado ao longo de diversas eleições".

Antes dessas manifestações, a campanha de Flávio já havia dito que o material estava com áudio normal e passara por conferência antes do envio. O candidato também divulgou um vídeo reclamando do ocorrido. "Eles acham que vão calar minha voz. Mas não vão calar, não vão conseguir, não adianta", declarou o senador.

Foto: Divulgação // Ricardo Stuckert/PT.

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