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Saúde

ESTUDO: mulheres sentem dores mais fortes e frequentes que os homens em todas as regiões do corpo

Pesquisa publicada na Nature Medicine analisou dados de 6,1 milhões de pessoas em 118 países e aponta maior prevalência de dor entre o público feminino.

ESTUDO: mulheres sentem dores mais fortes e frequentes que os homens em todas as regiões do corpo
Foto: Reprodução/Edson Silva, ator de "Laços de Família", morre aos 95 anos

Mulheres sentem dores mais frequentes e mais intensas do que os homens, segundo um estudo publicado na semana passada na revista científica Nature Medicine. O levantamento analisou dados de 6,1 milhões de pessoas em 118 países e encontrou maior prevalência de dor entre as mulheres em todas as 11 partes do corpo avaliadas.

Foram analisadas as regiões de cabeça, face, pescoço, peito, costas, estômago, cotovelo, mão, quadril, joelho e pés. As maiores diferenças entre os sexos aparecem na dor facial, com 83% de chance de ocorrer nas mulheres, seguida pela dor de cabeça (74%) e pela dor abdominal (60%).

Na comparação por nível de intensidade, as mulheres têm 52% mais chances de apresentar dor de alta intensidade. No caso da dor generalizada, o número chega a 50%, e em relação a qualquer dor no corpo, a 16%. Os pesquisadores destacam que a intensidade também varia conforme idade e condições socioeconômicas. O trabalho reuniu dados de 902 fontes, com participantes de 5 a 100 anos.

A intensidade média da dor atinge o pico por volta dos 48 anos, chegando a 5,0 nas mulheres e 4,6 nos homens. A dor de alta intensidade tem pico aos 50 anos, e a dor generalizada costuma ser mais comum aos 70. Nem todos os tipos de dor aumentam com a idade: a abdominal atinge o auge aos 23 anos, a de cabeça aos 34, a facial aos 45, a no cotovelo aos 59 e a no pescoço aos 62.

O estudo aponta ainda que tabagismo e obesidade podem intensificar as dores, assim como a baixa renda. Juntos, esses fatores representam cerca de 18,3% da carga global de dor. Entre fumantes atuais, o risco de dor facial é 67% maior do que entre quem nunca fumou. Já a obesidade eleva em 91% o risco de dor nos pés e tornozelos, 86% nos joelhos e 61% no quadril, em relação a pessoas de peso normal.

Na comparação entre países, a prevalência de dor na juventude é parecida, mas a partir dos 40 anos ela aumenta nas nações de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Aos 80 anos ou mais, a ocorrência de qualquer dor é 30,6 pontos percentuais maior nesses países, e a dor lombar chega a quase o dobro. Para os autores, fatores como carga física elevada de trabalho, falta de acesso a tratamento e reabilitação, doenças infecciosas e deficiências nutricionais ajudam a explicar o cenário.

Foto: Reprodução/Edson Silva, ator de "Laços de Família", morre aos 95 anos.

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