A Associação Atlética Ponte Preta vive mais um capítulo de sua crise financeira. Condenada pela Justiça a pagar uma dívida de R$ 53 mil com uma padaria de Campinas, no interior de São Paulo, a equipe pode acumular um passivo trabalhista de até R$ 50 milhões.
Atualmente, o clube tem cerca de 200 processos trabalhistas ativos. A estimativa leva em conta novas ações judiciais e cobranças que podem elevar o valor das dívidas, mesmo com a regularização de parcelas de acordos anteriores.
Em 2023, quando aderiu ao Plano Especial de Pagamento Trabalhista (PEPT), a Ponte Preta acumulava cerca de R$ 34 milhões em débitos dessa natureza. O acordo previa pagamentos mensais de aproximadamente R$ 190 mil, mas o clube avalia ampliar o prazo diante das novas cobranças.
Uma auditoria feita durante as conversas para a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) apontou que a dívida total da agremiação gira em torno de R$ 320 milhões. O clube ainda registra déficit mensal estimado em R$ 2,8 milhões.
A situação financeira coincide com o mau momento dentro de campo. Em 2026, a Ponte Preta sofreu um duplo rebaixamento: caiu para a divisão de acesso do Campeonato Paulista e também foi rebaixada na Série B do Campeonato Brasileiro.
Recentemente, a Justiça condenou o clube a pagar R$ 53.280,14 a uma padaria próxima ao Estádio Moisés Lucarelli, que o acionou por falta de pagamento de alimentos fornecidos desde maio de 2025. O juiz Bruno Gonçalves Mauro Terra julgou o pedido procedente e rejeitou os argumentos da defesa.
A decisão determina que a cobrança siga pelo Regime Centralizado de Execuções (RCE), respeitando a ordem de pagamento dos credores da instituição.
Foto: Reprodução/Ponte Preta.






