O Partido Liberal (PL) voltou a buscar uma saída para a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. A movimentação ganhou força depois da vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições de 2026.
Segundo informações da imprensa nacional, o resultado reacendeu entre aliados a expectativa de aprovar uma anistia que alcance o ex-presidente. O PL passou a contar com 121 deputados e 28 senadores eleitos, e dirigentes do partido já refazem as contas para viabilizar a proposta.
A adesão de PP, União Brasil, Republicanos, Novo e Podemos abriu novos canais de negociação, e o tema passou a ser tratado nas conversas com essas legendas. Em paralelo, o grupo se aproxima de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto a defesa tenta reverter a sentença por meio de uma revisão criminal.
Decisões recentes do Judiciário alimentam a leitura de uma possível distensão com o bolsonarismo, embora novas medidas contra integrantes da família caminhem em sentido contrário. O objetivo de pessoas próximas a Jair Bolsonaro é que ele deixe a prisão ainda em 2026 e possa participar de uma eventual posse do filho, marcada para 5 de janeiro.
Antes do primeiro turno, a avaliação entre aliados era de que as chances de uma solução para o ex-presidente eram remotas, por causa da resistência no STF e das dificuldades no Congresso. Com o novo cenário, a anistia passou a fazer parte das conversas com os partidos incorporados à campanha.
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