Um jovem iraniano de 25 anos, Alireza Sepahi, foi executado em 5 de outubro, poucas horas depois de se casar por telefone com a noiva, Mahshad Keshani, de 22 anos, que também está presa no Irã. O caso ganhou repercussão nesta semana.
Os dois estavam detidos em prisões separadas na cidade de Isfahan e não puderam se encontrar pessoalmente. O casamento foi realizado à distância com a ajuda de um advogado, Amirsalar Davoudi, que conduziu a cerimônia, e os pais do casal participaram por telefone. Eles temiam que a execução pudesse ocorrer a qualquer momento e resolveram antecipar a união.
Sepahi foi preso em janeiro de 2026, durante os protestos contra o governo iraniano. Ele foi acusado de envolvimento em episódios de violência e na morte de integrantes das forças de segurança. A Justiça do país o condenou à morte, e ele foi executado ao lado de outro réu, Alireza Raeisi, segundo a imprensa iraniana e veículos internacionais.
Organizações de direitos humanos questionaram a condução do processo, com denúncias de confissões obtidas sob coação e dúvidas sobre a apresentação de provas.
Mahshad Keshani é estudante e ativista. Ela também foi detida por participar dos protestos e cumpre pena de cinco anos de prisão, de acordo com a imprensa internacional.
Representantes de direitos humanos denunciam irregularidades nos julgamentos de manifestantes e pedem garantias de defesa, transparência e respeito às normas internacionais. O governo iraniano afirma que os condenados respondem por crimes contra a segurança nacional.






