A deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), apontada como novo rosto da campanha de Lula, virou alvo de críticas depois que publicações antigas dela no X, antigo Twitter, foram resgatadas por eleitores e se espalharam nas redes sociais.
Os posts foram feitos entre 2023 e 2026 e tratam de temas como religião, aborto, empreendedores e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Em uma das mensagens, ela afirma que "odeia branco". Em outras, defende que o Supremo bloqueie Instagram, Facebook e WhatsApp e sugere retirar a isenção de impostos das igrejas evangélicas.
Sobre religião, em janeiro de 2024 a parlamentar escreveu que os membros do catolicismo é que são intolerantes, e não a religião em si. Em abril de 2026, defendeu que o Vaticano proíba padres de ter redes sociais. Em outra publicação, após assistir ao filme "Ainda Estou Aqui", disse que quem apoia a direita merece "putrificar" no inferno.
Ela também publicou mensagens sobre aborto, uma delas comparando o argumento contra o fim das bets à legalização do procedimento. Em dezembro de 2024, escreveu que não se importava com empreendedores e criticou o fato de o governo Lula ter de agradar a esse público.
Os posts também incluem apoio a Alexandre de Moraes, como "ditadura boa é assim", e críticas ao próprio Lula. No início de 2026, ela disse que o presidente "não é a melhor figura política" e alertou que, se a esquerda ignorasse isso, Flávio Bolsonaro poderia ser eleito. Em dezembro de 2022, comemorou a expectativa de fim do sigilo de 100 anos, que Lula não acabou: o governo revisou decisões da gestão Bolsonaro e mudou as regras de acesso, mas manteve a possibilidade de restringir informações pessoais por até 100 anos.
Ana Elisa apagou a conta no X na noite de quinta-feira (6). Ela alega que a decisão veio após ameaças de morte e de violência sexual, que levou à polícia. Ela chegou a responsabilizar o deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) caso algo aconteça com ela.
Foto: Reprodução/BNews.






