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The Economist diz que o Brasil “é um país de direita” e que a era do PT chegou ao fim

Em editorial, revista inglesa vê avanço da direita após o primeiro turno, mas critica a família Bolsonaro e alerta para os rumos da rejeição ao PT.

The Economist diz que o Brasil "é um país de direita" e que a era do PT chegou ao fim
Foto: Reprodução

A revista inglesa The Economist publicou nesta terça-feira (6) um editorial em que afirma que a "era" do Partido dos Trabalhadores (PT) chegou ao fim e classifica o Brasil como um país de direita. O texto analisa o resultado do primeiro turno das eleições de 2026, que levou Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao segundo turno.

Intitulado "O Brasil é um país de direita agora", o editorial avalia que o PT dominou a política brasileira durante boa parte dos últimos 25 anos, mas que esse ciclo teria se encerrado. A revista cita o primeiro turno, realizado no domingo (4), como parte desse movimento. Flávio foi o candidato mais votado e avançou para a disputa final contra Lula.

Apesar de apontar o crescimento da direita, a publicação também faz críticas à família Bolsonaro e trata Flávio como herdeiro político de Jair Bolsonaro. Segundo o texto, mesmo que ele não vença a eleição presidencial, o resultado representa uma vitória para a direita brasileira ligada ao movimento MAGA, sigla em inglês para "Faça a América Grande Novamente", slogan do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A The Economist destaca ainda o desempenho do PL no Congresso Nacional. Para a revista, essa força poderia abrir espaço para mudanças nas contas públicas, mas os Bolsonaro demonstrariam pouca disposição para cortar gastos.

"Isso [corte de gastos] exigiria abrir mão de gastos no presente, algo para o que os Bolsonaro demonstram pouco interesse. O cenário mais provável é o de uma política ainda mais polarizada e de pressão sobre as vulneráveis instituições democráticas do Brasil. Os vencedores celebrarão conflitos culturais ao estilo MAGA", escreveu a revista.

O editorial também relaciona a campanha de Flávio à situação de Jair Bolsonaro e às críticas de aliados ao Supremo Tribunal Federal (STF). No encerramento, volta a criticar o PT e os rumos que a reação ao partido pode tomar.

"Os brasileiros têm bons motivos para rejeitar o PT, dadas as suas políticas fracassadas, sua corrupção e a falta de novas lideranças. No entanto, também têm todos os motivos para temer os rumos que essa rejeição pode tomar agora", disse a publicação.

Foto: Reprodução.

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