O senador Magno Malta (PL-ES) afirmou que não haverá "acordão" com o Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu que a maioria da direita no Congresso seja usada para mudar a relação entre os Poderes. Segundo ele, a prioridade será discutir o impeachment de ministros da Corte. "Nós, no Senado, não temos acordão. Tem impeachment, mesmo", declarou.
Em discurso de tom bastante crítico ao Judiciário e ao Executivo, Malta disse que teria havido um "conluio" entre instituições para prejudicar a população mais pobre. O parlamentar afirmou que a insatisfação com temas como o preço dos combustíveis ampliou a percepção da população sobre a atuação dos Poderes.
De acordo com o senador, o povo está mais informado sobre as decisões do STF, inclusive em cidades pequenas do interior. "Você chega lá na cidade menor do meu estado, pega o indivíduo mais indouto, que nunca entrou numa escola e ele sabe o nome dos violadores do Supremo Tribunal Federal", disse. Ele acrescentou que as pessoas sabem o preço da gasolina e que, no interior, haveria quem não consiga mais usar a moto por falta de combustível.
Malta também afirmou que o resultado das eleições criou uma nova correlação de forças no Congresso. Ele chamou os parlamentares eleitos pela direita de "pitbulls" e disse que Câmara e Senado têm maioria suficiente para promover mudanças institucionais. "Hoje nós temos uma maioria absoluta para poder fazer o reequilíbrio dos poderes no Brasil e trazer a democracia de volta, porque a democracia foi usada como arma de injustiça", declarou.
O senador disse ainda que a direita não pretende mais discutir apenas anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, o objetivo agora é anular os processos contra os acusados de tentativa de golpe. "Agora eles estão fazendo um pacote de bondades. Mesmo assim, nós não esquecemos", afirmou, acrescentando que "temos maioria para isso e vamos fazer".
Ao encerrar o discurso, Malta voltou a atacar os ministros do Supremo e afirmou que o resultado eleitoral deu ao Congresso uma nova responsabilidade. "O recado está dado aí para vocês, conluio de capa preta", concluiu.
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