Reeleito senador pela Bahia, Jaques Wagner (PT) criticou nesta quarta-feira (7) o apoio da federação União Progressistas à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Em entrevista a uma rádio de Vitória da Conquista, ele afirmou que ACM Neto (União) passou o primeiro turno "tentando se esconder" para faturar votos casados com o presidente Lula.
Segundo Wagner, depois de perder a eleição para o governo, Neto deveria recomendar aos baianos um governo federal em harmonia com o estadual. "Ele prefere abraçar aquele que seguramente não vai tratar bem a Bahia, porque a cabeça é miúda", disparou.
O senador avaliou que a decisão reforça a postura antipetista do ex-prefeito de Salvador e classificou a proximidade dele com Flávio Bolsonaro como "mesquinha". Para Wagner, a aproximação "pode ser que seja pelas orgias que foram reveladas". Ele ainda disse que, na foto dos dois, "só está faltando o Vorcaro", chamando um de "cavalo preto" e o outro de "lobo de Wall Street".
O ex-governador também lembrou o período em que Jair Bolsonaro presidiu o país. De acordo com ele, nos quatro anos sem o PT no comando o Brasil voltou ao Mapa da Fome, e a inflação e o desemprego subiram. Wagner citou ainda os "momentos difíceis" enfrentados por Rui Costa, que governava a Bahia na época.
"Quem pensa em família não pode se aproximar desse grupo. Esse grupo não respeita a família, é um grupo que degrada valores. Eu espero que a maioria do povo brasileiro desperte e a gente consiga eleger o presidente Lula no segundo turno", completou.
Foto: Reprodução/Devid Santana Bnews.






