A forte polarização entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mostrada no resultado do primeiro turno da eleição presidencial, acendeu um alerta nas duas campanhas. Flávio teve 47,03% dos votos, e Lula, 45,16%, a menor diferença percentual em um primeiro turno desde a redemocratização.
Outros candidatos somaram 7,81% dos votos válidos. Agora, as duas campanhas tentam atrair os eleitores da chamada terceira via, reduzir as abstenções e aumentar a rejeição do adversário.
Para Flávio, o desafio é consolidar a liderança e garantir a migração dos votos de Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Até o momento, Zema e Caiado já declararam apoio à candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Já Lula buscará diminuir o número de eleitores ausentes, que chegou a 33,4 milhões no primeiro turno. Só no Nordeste, principal reduto do petista, 8 milhões de pessoas deixaram de votar.
Neste ano, nos estados em que Lula liderou, as abstenções ficaram abaixo da média nacional de 21,08%. A Bahia, por exemplo, registrou 19,97% de ausentes, o equivalente a 2,2 milhões de pessoas.
Foto: Reprodução/BNews.






