Christa Pike, de 50 anos, que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee, nos Estados Unidos, recuperou a consciência e já está falando. A informação foi divulgada pelos advogados dela nesta terça-feira (6).
Segundo a defesa, apesar dos ferimentos graves nos braços, a detenta continua algemada e acorrentada à cama, onde segue recebendo cuidados médicos intensivos.
Pike foi condenada à morte pela participação no assassinato e na tortura de uma colega de curso, ocorridos há cerca de três décadas. Mesmo após a aplicação de duas doses na noite de 30 de setembro, na Penitenciária de Segurança Máxima de Riverbend, em Nashville, ela sobreviveu.
Os advogados afirmam que a condenada foi vítima de violência, negligência e abuso sexual na infância, além de dois estupros sofridos aos 11 e aos 17 anos. Para a defesa, esse histórico teria contribuído para o crime cometido anos depois.
De acordo com o site "Mercy for Christa" (Misericórdia para Christa, em tradução livre), ela teria sofrido abusos do pai, da avó materna e de vários namorados da mãe. O site relata ainda que, pouco depois do primeiro estupro, aos 11 anos, ela tentou tirar a própria vida com uma overdose de remédios.
A defesa também aponta que Pike recebeu diagnósticos de transtorno bipolar e de transtorno de estresse pós-traumático. Os advogados alegam ainda que a mãe consumia álcool durante a gestação, o que teria prejudicado o desenvolvimento cerebral da filha.
Foto: Reprodução/BNews.






