A cúpula do PT responsabilizou o ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, pelo desempenho abaixo do esperado do presidente Lula no primeiro turno da eleição presidencial de 2026. A informação foi divulgada pela jornalista Vera Rosa, do Estadão.
Sidônio é sócio do publicitário Raul Rabello, responsável pela propaganda eleitoral de Lula. Até agora, não se discute substituir Rabello, mas sim uma parceria com o marqueteiro Otávio Antunes, conhecido por um estilo mais agressivo de comunicação.
Rabello dirigiu a propaganda de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, derrotado no primeiro turno pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele também criou a campanha da "taxação BBB" (bilionários, bancos e bets), lançada em 2025.
Segundo a reportagem, o PT atribui a Sidônio a decisão de convencer Lula a extinguir todas as apostas online no país às vésperas do primeiro turno. O presidente do partido e coordenador da campanha, Edinho Silva, e o Ministério da Fazenda eram contra a medida. O argumento era que ela afetaria a arrecadação federal e empurraria parte do eleitorado "para o colo" de Flávio.
No início, o partido pensava em proibir apenas os cassinos online, como o jogo do Tigrinho. Sidônio, porém, insistiu na proposta mais ampla, mesmo entrando em atrito com Edinho e com a Fazenda.
O PT também considerou "pífio" o trabalho de Lula nas redes sociais no primeiro turno. De acordo com o Estadão, a primeira-dama Janja tem forte influência e opina sobre a imagem do presidente na internet, prática criticada nos bastidores por dirigentes petistas. O fotógrafo Ricardo Stuckert e Nicole Briones, que cuidam dos perfis, já se desentenderam com ela.
Na segunda-feira (5), Lula participou de duas reuniões, uma com o grupo de coordenadores da campanha e outra com aliados do PT e de outros partidos. Ele afirmou que é preciso "mudar tudo" para se aproximar de jovens, mulheres e do eleitorado de centro.
Segundo a reportagem, o núcleo de coordenação será ampliado, com a participação de aliados como o PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin e maior presença de nordestinos, como o líder do PT no Senado, Camilo Santana, e o governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
Foto: José Cruz/Agência Brasil.






