O custo do voto dos deputados federais eleitos pela Bahia em 2026 variou cerca de 39 vezes, segundo levantamento feito com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os 39 eleitos declararam gastos de R$ 70,5 milhões e receberam 5.181.232 votos, o que resulta em uma média de R$ 13,62 por voto.
O voto mais barato foi o de Ditinho da Avivip (União Brasil), estreante na Câmara. Ele declarou despesa de R$ 136.268,50 e obteve 111.025 votos, o equivalente a R$ 1,22 por voto.
Logo atrás aparece o deputado mais votado do estado, Pastor Sargento Isidório (Avante). Ele conquistou 248.147 votos gastando R$ 363.619,74, custo de R$ 1,46 por voto. Raíssa Soares (PL) também teve custo baixo: R$ 621.884,06 para obter 162.370 votos, ou R$ 3,83 por voto.
No outro extremo, Félix Mendonça Jr. (PDT) foi o que mais gastou por voto. Eleito com 60.159 votos, ele declarou despesa de R$ 2.837.740,92, o que dá R$ 47,17 por voto.
Em segundo lugar entre os mais caros está Charles Fernandes (PSD), com despesas de R$ 2.530.464,09 e 87.945 votos, ao custo de cerca de R$ 28,77 por voto. Claudio Cajado (PP) vem em seguida: para garantir o nono mandato consecutivo, gastou R$ 3.140.451,78 e teve 110.384 votos, ou R$ 28,45 por voto.
Entre os demais eleitos, Antonio Brito (PSD) gastou R$ 1.624.915,04 para obter 205.815 votos, com custo de R$ 7,89 por voto. Neto Carletto (Avante) declarou R$ 1.132.069,10 e teve 197.240 votos, a R$ 5,73 por voto. Já Lucas Reis (PT) registrou R$ 851.488,38 em despesas e 192.080 votos, o que representa R$ 4,43 por voto.
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