O primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 foi considerado morno, sem grandes viradas nas pesquisas nem debates memoráveis. Segundo o balanço da disputa, o cenário foi frequentemente ofuscado por crises institucionais e investigações que envolveram figuras centrais da corrida pelo Palácio do Planalto.
Um dos episódios mais comentados foi o escândalo do Banco Master, que colocou o senador Flávio Bolsonaro no centro das atenções. Mensagens reveladas mostraram pedidos de financiamento para o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, com valores que chegaram a R$ 134 milhões. A Polícia Federal abriu investigação para apurar possíveis crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.
Do lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as suspeitas recaíram sobre o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acusado de tráfico de influência em parceria com a lobista Roberta Luchsinger. Lula reagiu chamando Roberta de “pilantra” e “Vorcaro feminino”, em uma tentativa de se descolar das acusações.
A campanha também foi marcada por uma crise no STF, após revelações de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ministros da Corte, o que gerou embates internos e sessões suspensas. Pesquisas indicaram que, apesar da repercussão, a crise não alterou de forma significativa a preferência da maioria dos eleitores.
Na reta final, Lula buscou recuperar protagonismo com medidas de impacto, como o reajuste de 15% no Bolsa Família e a assinatura de uma medida provisória que proíbe apostas online. Já Flávio enfrentou desgaste com boatos sobre a retirada do título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida, tema explorado por adversários em uma disputa religiosa.
O primeiro turno terminou sem confronto direto entre os dois principais candidatos. O último debate, que seria realizado pela Globo, foi cancelado depois que Lula e Flávio confirmaram ausência, repetindo a estratégia de evitar embates televisivos.
Foto: Reprodução/BNews.






