Os doadores das campanhas de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições de 2026 têm perfis diferentes. É o que mostra um levantamento feito a partir de dados do sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Segundo o levantamento, Flávio recebeu doações principalmente de empresários e produtores ligados ao agronegócio, seguidos por setores como energia, varejo e indústria têxtil. Sete empresários do agro, entre eles Walter Schlatter, Ernst Ferter, Peter Ferter e Paulo Junqueira, doaram juntos pelo menos R$ 1,5 milhão. Os irmãos Flávio, Lisiane e Elvio Gurgel Rocha, ligados ao grupo Riachuelo/Guararapes, contribuíram com R$ 415 mil.
Também aparecem entre os doadores do candidato do PL Marco Antonio Branquinho Junior e Marcel Yoshimi Imaizumi, ligados à Vicunha Têxtil, que enviaram R$ 225 mil. Fernando de Castro Marques, presidente do grupo farmacêutico União Química, doou R$ 500 mil, e Rodrigo de Almeida Pizzinatto, presidente da Ultrapar, deu R$ 100 mil. Humberto Gabriel Cantu, do setor de pneus e distribuição automotiva, contribuiu com R$ 100 mil.
O maior doador de Lula é Erasmo Carlos Battistella, fundador e CEO da Be8, que deu R$ 500 mil, mesmo valor destinado a Flávio. Pedro Pereira de Freitas, presidente da seguradora Allseg, doou R$ 90 mil ao petista.
A lista de Lula inclui ministros e integrantes do governo: Miriam Belchior (Casa Civil) doou R$ 27,9 mil; Alexandre Padilha (Saúde), R$ 25 mil; Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), R$ 24 mil; Esther Dweck (Gestão), R$ 20 mil; e José Guimarães (Relações Institucionais), R$ 13 mil.
Há ainda dirigentes de estatais e políticos. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, doou R$ 20 mil, e Jones Alexandre Barros Soares, diretor da Transpetro, R$ 40 mil. O ex-deputado e ex-ministro Luiz Sérgio (PT-RJ) contribuiu com R$ 17 mil, o mesmo valor de Fernando Paes de Carvalho, ex-diretor da Petros, enquanto Maria Fernanda Ramos Coelho, diretora do BNDES e ex-presidente da Caixa, doou R$ 7 mil.
Entre advogados e acadêmicos, o fundador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, doou R$ 50 mil. Rabih Nasser, professor da FGV Direito SP, contribuiu com R$ 15 mil.
Foto: Reprodução/BNews.






