A advogada Anabel Pitaluga denunciou ter sido constrangida por um segurança ao chegar ao Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), em Goiânia, para fazer uma sustentação oral. Segundo ela, o homem pediu que uma colega que a acompanhava dissesse a ela para "abaixar a saia", por considerar a peça curta.
O episódio ocorreu na tarde da última terça-feira (29), quando Anabel seguia para a 5ª Câmara Cível. Como estava ao telefone no momento da abordagem, a orientação teria sido repassada inicialmente à colega.
De acordo com o relato, ela usava um conjunto verde e já havia passado pela recepção, onde apresentou a identificação profissional e recebeu um adesivo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ao se aproximar da catraca, as duas foram abordadas pela segurança.
A advogada afirmou que a funcionária disse que a saia estava curta e que não seria permitido entrar no tribunal daquela forma. Anabel contou que ficou surpresa e chegou a conferir a própria roupa. Ela disse ter se sentido constrangida, mas seguiu para o compromisso e realizou a sustentação oral.
Depois, Anabel compartilhou o caso nas redes sociais, onde recebeu apoio e críticas. "Era uma saia de, no máximo, dois dedos acima do joelho", relatou ao comentar a roupa usada no dia.
Em nota, o TJ-GO informou que tomou conhecimento do relato e que o Gabinete Militar, responsável pelo controle de acesso à unidade, apura as circunstâncias da abordagem. O tribunal afirmou ainda que as equipes de recepção e segurança receberão novas orientações sobre as normas de acesso e que está à disposição da advogada e da OAB-GO.
A OAB-GO disse que acompanha o caso e prestou apoio à advogada. Segundo a entidade, a legislação federal atribui à Ordem a competência para disciplinar a indumentária da advocacia. A seccional também citou normas de proteção às mulheres advogadas e afirmou manter diálogo com o TJ-GO para revisar procedimentos e protocolos de portaria.
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