ACM Neto (União Brasil), líder da oposição na disputa pelo Governo do Estado, passou a enfrentar uma verdadeira chuva de ataques que mistura Fake News e violência. E o ataque mais baixo partiu justamente de quem ocupa o cargo mais alto do país: o presidente Lula.
Em comício na Barra, em Salvador, na noite desta terça-feira (29), Lula subiu o tom por desespero (ou não), já que o condidato que do PT na Bahia, aparece perdendo em todas as pesquisas, e partiu para a humilhação pública. Ao se referir ao adversário de Jerônimo Rodrigues, disparou que, pelo “tamainho”, Neto “só pode ser jóquei de cabrito”. A piada, carregada de desprezo, atingiu não só o candidato, mas todos os baianos de baixa estatura. Como se não bastasse, o presidente ainda insinuou que Neto deveria explicar se participava de “orgias”, levando o ataque para a vida pessoal e respingando na família do candidato, que é marido, pai, filho e irmão.
A ofensiva não parou no palanque. Veículos alinhados ao PT passaram a tentar colar em Neto a imagem de chefe de uma organização criminosa, sem apresentar uma única prova, apenas porque o candidato mantém amizade com um dos investigados. Não existe qualquer acusação formal contra ele. Mesmo assim, a versão se espalhou rapidamente, replicada por outros portais que simplesmente copiaram e publicaram sem checar nada.
O episódio mais assustador, porém, aconteceu longe dos microfones. Ainda na terça-feira, no Dique do Tororó, Rafael, jovem que fazia adesivação de carros para a campanha de Neto, foi alvo de tiros que partiram de policiais ligados à Casa Militar do governador Jerônimo Rodrigues. O rapaz esteve a um passo da morte e, mesmo ferido, acabou detido. A tragédia só não foi completa porque uma viatura da Polícia Civil e uma equipe do Alô Juca estavam por perto e intervieram. A jornalista Dani Mazzeo é apontada como peça decisiva para salvar a vida do jovem.
O caso traz de volta um fantasma de quatro anos atrás. Na campanha anterior, o subtenente Alves e o sargento D’Almeida, da equipe de segurança de Neto, foram baleados durante uma ação da Polícia Militar em um hotel. Alves morreu. D’Almeida foi para a reserva e carrega sequelas até hoje. Até agora, ninguém foi punido.
Neto enfrenta a reta final sob fogo cerrado, literalmente. A eleição acontece no próximo domingo (4).






