
O tabuleiro político da Bahia entrou em estado de alerta máximo. Sinais públicos e cada vez mais evidentes de aproximação entre o senador Angelo Coronel e ACM Neto acenderam o sinal vermelho no Palácio de Ondina e reforçam a tese de que a base do governo estadual começa a ruir.
Nos bastidores, o movimento já é interpretado como o primeiro passo de uma debandada em cadeia, com potencial para desmontar o grupo que sustenta o governo e provocar o maior abalo político dos últimos 20 anos no estado.
A leitura entre lideranças políticas é direta e preocupante: aliados começam a abandonar o barco diante do desgaste crescente da gestão e do temor de carregar o peso da rejeição popular nas próximas eleições.
Enfraquecimento visível da base
A eventual saída de Angelo Coronel representa muito mais do que um gesto isolado. Trata-se da perda de um ator estratégico, com forte capilaridade política e influência decisiva no interior do estado. Sem ele, o governo perde articulação, musculatura política e capacidade de manter coesa a sua base.
Parlamentares aliados já admitem, reservadamente, dificuldades crescentes para defender o governo em suas regiões, diante de críticas constantes da população.
Rejeição popular acelera crise
Com índices de reprovação em alta, a gestão estadual enfrenta um ambiente cada vez mais hostil. Esse desgaste tem funcionado como combustível para a crise política, empurrando aliados para uma saída estratégica antes que o impacto eleitoral se torne irreversível.
A avaliação predominante é que permanecer atrelado ao governo pode significar prejuízo direto nas urnas.
Efeito dominó à vista
Lideranças da oposição afirmam que o movimento de Coronel pode desencadear um efeito dominó. A expectativa é de que, até março, aproveitando a janela partidária, outras figuras importantes sigam o mesmo caminho e oficializem o rompimento com o governo.
O clima é de contagem regressiva.
Risco histórico para o PT e impacto nacional
Nos bastidores de Brasília e Salvador, o cenário é visto como um risco real ao projeto político do PT na Bahia. Caso a debandada se confirme, pode ser o início do fim de duas décadas de hegemonia petista no estado.
Mais do que isso, o enfraquecimento do grupo na Bahia ameaça diretamente a estratégia nacional do partido e pode comprometer o desempenho de Lula em seu maior colégio eleitoral.
Em Ondina, o silêncio é ensurdecedor. Mas fora dos muros do Palácio, o recado já circula com força: a base treme, o governo sangra e o xadrez político baiano pode estar prestes a mudar de mãos.
