Autor: Redação

  • Bahia Gospel Festival movimenta Bom Jesus da Lapa e atraipúblico de 10 mil pessoas

    O Bahia Gospel Festival edição Bom Jesus da Lapa foi um verdadeiro sucesso, reunindo um público de 10 mil pessoas em uma grande celebração de fé, música e comunhão. Realizado no Parque da Cidade, o evento movimentou o município e atraiu caravanas e visitantes de diversas cidades da Bahia.

    Com mais de oito horas de programação, o festival contou com várias atrações gospel, proporcionando momentos marcantes de louvor, adoração e emoção para o público presente. Entre os artistas que passaram pelo palco estiveram Julliany Souza, Weslei Santos, Nathalia Braga, Misaias Oliveira, Esdras Rodrigues, Alex Brito, Luzineia Silva, além de bandas locais que também fizeram parte da programação.

    O Bahia Gospel Festival contou com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Sufotur), além da parceria da Prefeitura de Bom Jesus da Lapa.

    Além do impacto cultural e religioso, o evento também teve forte caráter social. Durante o festival, foram arrecadadas mais de 1 tonelada de alimentos, que serão destinados ao programa Bahia Sem Fome, reforçando o compromisso solidário da iniciativa.

    Com o tema “Vem cantar Bahia!”, o festival transformou Bom Jesus da Lapa em palco de um dos maiores encontros gospel do estado, promovendo entretenimento, celebração e união entre famílias, igrejas e comunidades.

  • Do Mato Grosso do Sul ao mundo: Ricardo Louveira e a construção de uma carreira que vai da alta cozinha à formação de profissionais

    Chef executivo e consultor de alimentos e bebidas, ele atendeu Neymar Jr., integrou os bastidores de uma novela da TV Globo e agora amplia sua atuação com a Louveira Academy, escola voltada à gestão profissional do setor

    Miranda tem pouco mais de 25 mil habitantes, fica às margens do Pantanal sul-mato-grossense e não consta em nenhuma lista de capitais gastronômicas do país. Foi de lá que Ricardo Louveira saiu. Hoje, ele assina a operação executiva de uma rede de restaurantes japoneses no Rio de Janeiro, tem passagem por Dubai, cozinhou para Neymar Jr. e chegou à televisão aberta pelo caminho que poucos profissionais da gastronomia percorrem. O próximo movimento é a Louveira Academy, escola e consultoria voltada à formação de profissionais em gestão de alimentos e bebidas.

    A culinária japonesa, vertente que escolheu como campo de especialização ao longo da carreira, não foi uma escolha aleatória. Louveira construiu nesse segmento uma identidade técnica reconhecível, capaz de transitar entre o rigor da tradição e as exigências de uma clientela que inclui nomes como o atacante Neymar Jr. “Cozinhar para quem vive sob holofotes exige uma compreensão que vai além da técnica. É leitura de ambiente, de preferências, de ritmo”,diz o chef.

    A passagem por Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, ampliou o repertório além da cozinha. O contato com um mercado gastronômico marcado pela diversidade cultural e pela exigência operacional em larga escala moldou sua visão sobre gestão, logística e padrão de atendimento. “Dubai te ensina que excelência nãé exceção. É protocolo”, afirma Louveira.

    De volta ao Brasil, e radicado no Rio de Janeiro há mais de uma década, ele assumiu a operação executiva de múltiplos restaurantes e construiu em paralelo uma empresa própria de consultoria voltada à otimização de negócios e à gestão de eventos. A consistência desse percurso chegou a um ponto que poucos profissionais da gastronomia alcançam: ser procurado pela televisão aberta não como personagem, mas como autoridade técnica. A TV Globo o escalou como elenco de apoio para as cenas técnicas de “Mania de Você”. Durante toda a exibição do folhetim, ele esteve em cena, emprestando ao horário nobre a credibilidade de quem opera uma cozinha profissional de verdade. No mercado televisivo brasileiro, onde o prime time da Globo ainda movimenta audiências na casa dos milhões, aparecer na tela não é detalhe de currículo. É um tipo de visibilidade que nenhuma ação de marketing constrói com a mesma velocidade.

    O convite deixou evidente algo que Louveira já havia diagnosticado em campo: a gastronomia profissional ainda carece de uma formação que una preparo técnico e visão de negócio. Esse diagnóstico está na origem da Louveira Academy, estruturada como escola e consultoria especializada em gestão de alimentos e bebidas. A proposta é desenvolver profissionais que saibam operar dentro da cozinha e tomar decisões fora dela, com ênfase em gestão operacional, formação de equipes, precificação e posicionamento de marca. “A maior lacuna que vejo no setor não está no fogo. Está na mesa de gestão. É ali que os negócios quebram ou crescem”, observa o chef.

    Com a Louveira Academy, Ricardo Louveira dá um passo que consolida sua posição não apenas como profissional de cozinha, mas como referência na formação de quem vai comandar a próxima geração de operações gastronômicas no país.

  • Simpósio debate revolução no tratamento cardíaco

    Técnicas minimamente invasivas e cirurgia robótica ampliam opções para doenças estruturais do coração

    Crédito das fotos: Valter Andrade

    O avanço das técnicas minimamente invasivas, da cirurgia robótica e dos tratamentos personalizados para doenças estruturais do coração esteve no centro dos debates do 2º Simpósio de Cardiologia do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), realizado na última quinta-feira (21), durante o 38º Congresso de Cardiologia do Estado da Bahia. O evento reuniu especialistas de diferentes regiões do país para discutir o presente e o futuro de procedimentos voltados a alterações cardíacas que comprometem válvulas, septos e outras estruturas do coração.

    Cada vez mais frequentes com o envelhecimento da população, as doenças estruturais cardíacas incluem problemas como insuficiência mitral, insuficiência tricúspide, defeitos congênitos e alterações valvares que podem provocar falta de ar, cansaço, arritmias, desmaios e até insuficiência cardíaca. Muitas dessas condições, antes tratadas apenas com cirurgias abertas de alta complexidade, hoje já podem ser corrigidas por técnicas menos invasivas, com menor tempo de recuperação e redução dos riscos cirúrgicos.

    Diagnóstico precoce amplia chances – Durante o simpósio, a coordenadora da Cardiologia do hospital, a cardiologista Marianna Andrade, apresentou a linha de cuidados voltada aos pacientes com doenças estruturais cardíacas da unidade hospitalar. “No Mater Dei, a gente cuida desde o diagnóstico precoce e correto até a indicação do melhor tratamento através de um qualificado heart team, seja através de técnicas de hemodinâmica, cirurgias minimamente invasivas ou cirurgia robótica”, afirmou.

    Na prática, o chamado heart team reúne uma equipe multidisciplinar formada por cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, cirurgiões cardíacos, especialistas em imagem e outros profissionais que discutem conjuntamente o melhor tratamento para cada paciente, levando em consideração idade, quadro clínico, riscos e características individuais.

    Robótica e hemodinâmica ganham espaço – A programação científica do simpósio trouxe discussões sobre intervenções percutâneas, avanços em valvoplastia mitral e cirurgia valvar robótica. Entre os convidados estiveram nomes de destaque da cardiologia e cirurgia cardiovascular brasileira, como o cirurgião cardíaco Fábio Jatene, além de especialistas em hemodinâmica e cirurgia robótica.

    Segundo especialistas, o uso crescente da hemodinâmica e das tecnologias robóticas vem transformando o tratamento cardiovascular no país. “Em muitos casos, procedimentos são realizados por cateteres introduzidos pela virilha ou pelo braço, evitando grandes incisões cirúrgicas”, destacou o coordenador da hemodinâmica do HMDS, Fernando Bullos Filho. Já a cirurgia robótica permite movimentos mais precisos, menor trauma cirúrgico e recuperação mais rápida dos pacientes.

    Atenção aos sinais – Cardiologistas alertam que sintomas como cansaço progressivo, palpitações, dor no peito, falta de ar e episódios de desmaio não devem ser ignorados, principalmente após os 60 anos. O diagnóstico precoce continua sendo um dos principais fatores para ampliar as chances de sucesso terapêutico e evitar complicações graves.

    A discussão sobre doenças estruturais cardíacas ganha relevância em um cenário de aumento das doenças cardiovasculares no Brasil, que seguem entre as principais causas de morte no país. A tendência, segundo especialistas, é que o avanço tecnológico permita tratamentos cada vez mais seguros, personalizados e menos invasivos nos próximos anos.

  • Sustentabilidade avança e transforma setor funerário

    Gavetas ecológicas, controle ambiental e novas tecnologias reduzem impactos em cemitérios urbanos

    Crédito das fotos: Samara Bastos

    A busca por soluções sustentáveis, cada vez mais presente em diferentes setores da economia, também começa a provocar mudanças no segmento funerário brasileiro. Em cidades densamente urbanizadas, cemitérios têm adotado tecnologias e estruturas voltadas à redução de impactos ambientais, ao melhor aproveitamento dos espaços e ao controle mais rigoroso dos resíduos gerados naturalmente nos processos de sepultamento.

    Em Salvador, iniciativas desse tipo já fazem parte da realidade de cemitérios tradicionais, a exemplo do Cemitério Campo Santo, localizado no bairro da Federação. O espaço conta com soluções ecológicas e sistemas de controle ambiental voltados à preservação do solo e à gestão adequada dos processos funerários.

    Tecnologia e controle ambiental – Entre as alternativas que vêm ganhando espaço no setor estão as chamadas gavetas ecológicas, desenvolvidas para reduzir riscos de contaminação ambiental e otimizar áreas cemiteriais, especialmente em grandes centros urbanos. A estrutura utiliza sistemas de vedação e controle capazes de minimizar impactos ao meio ambiente durante o processo de decomposição.

    Segundo Eduardo Fernandes, gestor de projetos do Campo Santo Familiar, a sustentabilidade passou a ocupar papel estratégico no planejamento funerário moderno. “Existe hoje uma preocupação crescente com práticas ambientalmente responsáveis dentro do setor. Isso envolve desde o uso mais racional dos espaços até tecnologias voltadas à proteção ambiental e ao cumprimento de normas técnicas cada vez mais rigorosas”, afirma.

    Mudança de comportamento – De acordo com Fernandes, além das exigências ambientais, a mudança também acompanha um novo perfil das famílias brasileiras. “As pessoas estão mais conscientes sobre sustentabilidade em diversas áreas da vida, e isso naturalmente chega ao momento da despedida. Há uma procura maior por informações e por alternativas que conciliam acolhimento, respeito e menor impacto ambiental”, explica.

    A tendência acompanha discussões internacionais sobre sustentabilidade urbana e uso inteligente do solo em cemitérios, principalmente em cidades onde áreas disponíveis se tornam cada vez mais limitadas.

    Debate deixa de ser tabu – Para Samara Bastos, gerente de marketing do Campo Santo Familiar, o tema ainda é delicado para muitas famílias, mas vem deixando de ser um tabu, sobretudo entre as gerações mais jovens. “Hoje existe uma abertura maior para conversar sobre planejamento funerário, e isso inclui questões ambientais. Muitas pessoas querem compreender como funcionam os processos e quais alternativas existem para escolhas mais conscientes”, observa.

    Ela destaca que a sustentabilidade no setor funerário também envolve uma mudança cultural. “O planejamento passou a ser visto de forma mais ampla, não apenas financeira ou emocionalmente, mas também sob a ótica da responsabilidade ambiental e do cuidado com as próximas gerações”, completa.

    Especialistas apontam que a adoção de soluções sustentáveis deve crescer nos próximos anos, impulsionada tanto pela demanda social quanto pelo avanço das regulamentações ambientais. Em Salvador, a presença de cemitérios históricos convivendo com desafios urbanos contemporâneos reforça a necessidade de modernização gradual do setor sem abrir mão da tradição e da memória afetiva das famílias.

  • Parque Global inicia plantio de 414 ipês-roxos adultos e cria novo marco ambiental e turístico; saiba onde

    Intervenção inédita forma mais de 1 km de alameda contínua e posiciona a paisagem como infraestrutura essencial de cidade brasileira

    O Parque Global, um dos projetos urbanos mais ambiciosos da América Latina, inicia uma nova etapa de requalificação ambiental da Marginal Pinheiros com a implantação de um projeto inédito em São Paulo. Serão plantados 414 ipês-roxos de grande porte, já adultos, formando mais de um quilômetro contínuo de alameda no canteiro central entre a pista local e a expressa.

    A intervenção, com investimento superior a R$ 4 milhões, deve ser concluída em cerca de três meses e já nasce como um potencial novo ícone visual, ambiental e turístico da cidade. Todas as espécies utilizadas são nativas da Mata Atlântica e do Cerrado, reforçando o compromisso com a restauração ecológica urbana. Com expectativa de vida superior a 100 anos e alta capacidade de geração de benefícios ambientais, os ipês foram implantados em espaçamento técnico preciso, permitindo a floração sincrônica, um fenômeno raro em escala urbana, capaz de transformar a paisagem em um grande maciço contínuo de flores roxas.

    “O resultado projeta a criação de um “monumento verde do século 21”, com potencial para se tornar uma atração sazonal comparável a grandes eventos internacionais de floração”, diz Ricardo Cardim, da Cardim Arquitetura Paisagística, escritório responsável pelo projeto.

    Mais do que uma intervenção paisagística, o projeto introduz um novo paradigma climático para a metrópole. A presença das árvores amplia o sombreamento da avenida, melhora o conforto térmico, contribui para a redução das ilhas de calor e promove a regulação do microclima urbano. Também atua na filtragem de gases tóxicos e material particulado, na retenção de poeira, na captura de CO₂ e no aumento da infiltração da água da chuva no solo, ajudando a mitigar enchentes. Trata-se de um modelo replicável e inovador de infraestrutura verde para resfriamento e equilíbrio climático da cidade.

    A iniciativa também impacta diretamente o bem-estar da população. A presença de áreas verdes qualificadas está associada à melhoria da saúde mental, à redução do estresse e ao aumento da sensação de pertencimento urbano, efeitos potencializados em um eixo de grande circulação como a Marginal Pinheiros. O projeto conta ainda com a atuação de um dos maiores especialistas em saúde de árvores do Brasil, Cristiano Budregas, responsável pela seleção dos exemplares nos viveiros e pelo acompanhamento técnico da sanidade e adaptação das espécies ao ambiente urbano, garantindo a longevidade e o desempenho ambiental do conjunto ao longo das décadas.

    A ação integra uma estratégia mais ampla de transformação urbana conduzida pela Benx, que trata o paisagismo como elemento estruturante e sustentável. Ao todo, o Parque Global prevê o plantio de mais de 4.000 árvores nativas da Mata Atlântica, promovendo a restauração ecológica em escala urbana e consolidando um dos projetos de sustentabilidade vegetal mais relevantes do país, com espécies que podem atingir até 500 anos de vida.

    Dentro do complexo, o conceito de “floresta de bolso”, desenvolvido pelo botânico e paisagista Ricardo Cardim nas Residências Internacionais, reforça essa abordagem. Com plantio adensado de espécies nativas, o projeto recria, em escala urbana, dinâmicas da Mata Atlântica, ampliando a biodiversidade e o conforto ambiental.

    No Parque Global, as áreas verdes deixam de ser complemento e assumem protagonismo no desenho urbano, gerando benefícios ambientais mensuráveis e contribuindo para uma cidade mais equilibrada. A alameda de ipês na Marginal Pinheiros se consolida, assim, como um legado de longo prazo, um marco urbano pensado para atravessar gerações e redefinir a relação entre natureza e metrópole.

  • Dra. Tatiane Garcia aplica engenharia jurídica no mercado de saúde

    Especialista detalha regras de proteção patrimonial e reestruturação financeira para donos de clínicas boutique de alta renda

    Olhar para o mercado de clínicas boutique no Brasil hoje é enxergar um contraste incômodo. Fachadas de mármore e equipamentos de última geração ganham curtidas no Instagram; no bastidor, porém, o fluxo de caixa opera no limite da asfixia. Conversei longamente com a advogada Tatiane Garcia (OAB/SP 224.365), que vem consolidando a Engenharia de Passivo no país, e ela foi categórica ao diagnosticar o quadro: muitas estruturas de elite sofrem de uma verdadeira metástase financeira. O erro capital começa quando o prestígio do jaleco vira salvo-conduto para leasings abusivos que engolem toda a margem líquida da operação.

    A cobrança por ostentar uma estrutura impecável nas redes sociais cobra seu preço mais cedo ou mais tarde. Tatiane é incisiva ao apontar que “o desejo de parecer um médico celebridade antes do amadurecimento real do negócio cria uma ilusão estética perigosa. É preciso aplicar a regra de Pareto (80/20): escalonar o luxo e a aquisição de tecnologia conforme o faturamento real do consultório, e nunca pela pressão inflada do ego”. Quando esse limite se rompe, os contratos de financiamento viram um dreno de juros sobre juros. É nesse ponto exato que a Resolução CMN nº 4.966 deixa de ser apenas uma norma técnica e passa a agir como ferramenta de contenção para devolver a autonomia ao médico.

    Esqueça a renegociação tradicional de balcão de banco, aquela que só estica o prazo da dívida e aumenta os encargos predatórios no final. A Engenharia de Passivo opera na intersecção exata entre o Direito e a Contabilidade de resultados. “O segredo está em falar a única língua que os comitês de crédito dos grandes bancos respeitam: a dos números reais”, explica Garcia. “Provamos matematicamente à instituição financeira que a clínica é um ativo social indispensável e lucrativo. Traduzir a complexidade do negócio em dados sólidos força os algoritmos a enxergarem o médico como um parceiro permanente, e não como um devedor comum”.

    Há um reflexo humano que as planilhas raramente capturam. A saúde do CNPJ dita o ritmo da saúde mental de toda a família. O peso do tabu de que “médicos não falham” cria uma barreira invisível de vergonha, fazendo com que o profissional esconda o endividamento, os atrasos e o medo do Sisbajud até o limite do suportável. Não por acaso, as atualizações da norma NR01 voltadas aos riscos psicossociais acenderam um alerta vermelho: o estresse financeiro nos bastidores é um dos maiores causadores de burnout e, por consequência, eleva o risco de erros médicos em procedimentos complexos. Abrir o jogo em casa e reestruturar o caixa é uma medida de segurança ocupacional.

    Para o profissional que sente a pressão no dia a dia, o termômetro imediato é o fluxo de caixa. Quedas consecutivas de faturamento ou atrasos recorrentes no pagamento de fornecedores exigem correção de rota imediata, sem espaço para a procrastinação. Os bancos não pensam duas vezes antes de travar recebíveis de cartões e convênios para defender seu próprio lucro; o médico precisa ter o mesmo sangue-frio para defender seu patrimônio. A estratégia desenhada pelo escritório limpa as toxinas contratuais de forma legítima, mantendo a operação rodando e os ativos da família protegidos da frieza das execuções automatizadas.

    A presença constante da especialista em debates técnicos na TV e na mídia especializada sinaliza um movimento inevitável do mercado de saúde de elite. Garcia resume perfeitamente a virada de chave necessária para o setor: “A Engenharia de Passivo é o ponto de encontro exato entre as ciências humanas e as exatas. Nós trazemos a contabilidade para o centro da estratégia para provar juridicamente, de forma matemática e cirúrgica, que dois mais dois resultam em quatro. É assim que arrancamos o controle do caixa das garras do algoritmo bancário”. Essa visão transforma a defesa patrimonial em um processo de governança inabalável.

    Se esse cenário de vitrine próspera e bastidor estrangulado reflete a sua realidade atual, a hora de mudar o script é agora. Na próxima segunda-feira, dia 25 de maio, às 20h, faremos uma live exclusiva focada na reestruturação prática e proteção patrimonial desses negócios. Guarde a máxima que norteia nossa governança nesta coluna: faturamento é pura vaidade, lucro é sanidade e o caixa livre é a sua única soberania real. Não deixe que um diagnóstico jurídico equivocado custe o patrimônio erguido em uma vida inteira de dedicação.

  • Baiano apresenta estudo em maior congresso de urologia do mundo

    Pesquisa avalia uso de reconstrução 3D em cirurgia robótica da próstata

    A cirurgia robótica no tratamento do câncer de próstata teve participação brasileira de destaque na última segunda-feira (18), durante o congresso anual da American Urological Association (AUA 2026), em Washington. O urologista baiano Nilo Jorge Leão apresentou um estudo original que investiga se a reconstrução tridimensional (3D) personalizada da próstata antes da cirurgia pode melhorar os resultados da prostatectomia robótica, principal procedimento utilizado no tratamento do câncer de próstata localizado.

    O trabalho, intitulado “Prostatectomia robótica associada à reconstrução 3D para melhores desfechos cirúrgicos”, foi selecionado para a sessão oficial “Câncer de próstata localizado – Terapia cirúrgica IV”, uma das áreas mais concorridas da uro-oncologia cirúrgica. A pesquisa busca avaliar se o uso do modelo 3D reduz margens cirúrgicas positivas — quando células tumorais permanecem após a cirurgia — e acelera a recuperação da continência urinária, dois indicadores diretamente ligados à qualidade de vida dos pacientes.

    O estudo ainda será debatido por referências mundiais da especialidade, entre eles os médicos David Lee, Sanjay Razdan e Joseph Wagner. A apresentação ganha relevância por estar entre os poucos trabalhos brasileiros 100% originais selecionados para discussão na edição 2026 do encontro científico mais importante da urologia mundial.

    “Estamos avaliando se a reconstrução 3D pode contribuir para tornar a cirurgia robótica ainda mais precisa e personalizada, com impacto direto na qualidade de vida dos pacientes”, afirmou Nilo Jorge Leão. Com mais de 2 mil cirurgias robóticas realizadas, o especialista coordena o serviço de urologia do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS) e é fundador do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR).

    A maior parte dos dados analisados no estudo foi coletada em cirurgias realizadas na Santa Casa da Bahia e no Hospital Mater Dei Salvador, onde o médico coordena os programas de cirurgia robótica. Segundo ele, a seleção do trabalho pela AUA reforça a relevância da produção científica brasileira em uma área dominada por grandes centros internacionais. “É uma oportunidade importante de mostrar que também produzimos pesquisa original e inovação tecnológica em cirurgia robótica uro-oncológica”, destacou o especialista.

    Para o diretor técnico do HMDS, Jorge Matheus Campos, a estrutura tecnológica de uma unidade hospitalar tem papel fundamental para o desenvolvimento de pesquisas e tratamentos de alta complexidade. “A consolidação de um programa robusto de cirurgia robótica exige investimento contínuo em tecnologia, qualificação profissional e integração multiprofissional. Ter um hospital preparado para isso permite não apenas oferecer tratamentos mais modernos e seguros aos pacientes, mas também produzir ciência de alto nível, com reconhecimento internacional”, afirmou.

  • Quando a dor da alma pode virar Perola

    Eu sei que hoje foi difícil. Sei também que ontem não foi fácil e que a perspectiva de abrir os olhos amanhã traz um peso quase insuportável no peito. Quando a depressão ou a tristeza profunda se instalam, o mundo perde as cores. A cama vira um refúgio e, ao mesmo tempo, uma prisão. As palavras das pessoas ao redor — aquelas que dizem “reaja” ou “você tem tudo para ser feliz” — não ecoam como apoio, mas como uma cobrança dolorosa. Ninguém escolhe o vazio.

    Na busca desesperada por aliviar essa angústia, o silêncio da noite costuma ser o momento em que a mente mais barulha. É aí que muitos de nós recorremos às telas, buscando nos vídeos rápidos e nos textos da internet uma resposta, um espelho ou apenas a certeza de que não estamos completamente sozinhos no escuro. E você não está.

    Para entender o que está acontecendo com você agora, quero que faça uma viagem mental até o fundo do oceano. Pense na ostra. Ela é uma criatura frágil, protegida por uma casca dura, vivendo quietinha no seu canto. Em algum momento, sem que ela peça ou espere, um grão de areia invade o seu interior. Esse grão não é bem-vindo; ele é áspero, corta, machuca e agride a carne sensível da ostra.

    A ostra não tem como expulsar aquele intruso. Ela não pode simplesmente ignorar a dor. Então, para sobreviver à agressão, ela começa a envolver o grão de areia com uma substância chamada nácar. Camada por camada, dia após dia, com paciência e resiliência, ela cobre o que a fere. O resultado desse processo doloroso e silencioso? Uma pérola.

    A lição mais bonita e poderosa do oceano é esta: a pérola é a ferida cicatrizada da ostra. Uma ostra que nunca foi ferida jamais produzirará uma pérola, porque a joia nasce justamente da resposta à dor.

    O que você está vivendo hoje — esse peso, essa ferida aberta na alma — é o seu grão de areia. A dor é real, e eu não estou aqui para lhe dizer para ignorá-la ou fingir que ela não existe. Mas estou aqui para lhe lembrar que você tem, dentro de si, a capacidade oculta de envolver esse sofrimento. Cada pequena decisão de continuar, cada manhã em que você escolhe dar um micro-passo, mesmo sem forças, é uma nova camada de nácar que você deposita sobre a sua dor.

    Não se cobre grandes reviravoltas ou sorrisos imediatos. Na mecânica da vida, vencer a tristeza profunda não é sobre dar passos gigantes; é sobre a beleza dos pequenos milagres diários. Se hoje você só conseguiu levantar da cama, beber um copo de água e olhar-se no espelho por um segundo, celebre. Você já foi um vitorioso. O recomeço não precisa de plateia, ele precisa apenas de constância.

    A sua história não termina nesse capítulo escuro. Assim como a ostra transforma o incômodo em algo precioso, a sua resiliência está moldando uma versão mais forte, empática e profunda de si mesmo. Não desista da sua vida por amor a algo que se quebrou, nem pelo peso do que passou. O mundo ainda precisa assistir ao momento em que a sua ostra se abrirá para revelar a joia que você está construindo no silêncio. Aguente firme. O nácar leva tempo para se formar, mas o resultado final é eterno. A sua pérola está sendo desenhada.

    Sandra Campos sentiu na pele a dor mais profunda do mundo ao perder seu filho de 24 anos para o suicídio. Em vez de se fechar, ela escolheu transformar a sua saudade em puro amor, virando uma mãe de coração para quem mais precisa. Hoje, de forma totalmente voluntária e gratuita, Sandra oferece o seu tempo e o seu carinho para acolher quem está com a alma machucada e cansada de sofrer. Se o vazio apertou, se a tristeza parece não ter fim ou se você só precisa de um lugar seguro para desabafar sem medo de ser julgado, saiba que você não está sozinho. Sandra está aqui para segurar a sua mão. Mande um oi e converse com ela por mensagem no WhatsApp: (11) 94813-7799. “NÃO TE JULGO, TE AJUDO”!

  • Celebra Boca do Rio promete noite de fé, louvor e adoração em Salvador

    Com o tema “O céu vai se abrir, a terra vai tremer”, neste sábado, 16 de maio, Salvador será palco de uma grande celebração gospel com a realização do Celebra Boca do Rio.

    O evento acontece na Praça do Imbuí, no bairro da Boca do Rio, das 19h às 22h30, reunindo nomes da música cristã em uma noite marcada por fé, música e comunhão.

    Entre as atrações confirmadas está o cantor Eric Carvalho, um dos destaques da programação. Com seu estilo marcante e músicas que têm alcançado o público cristão, Eric promete levar uma mensagem de esperança, adoração e fortalecimento espiritual ao público presente.

    Além de Eric Carvalho, o evento contará com apresentações de Kleide Valente, Sandro Nazireu, Brendo Azevedo e Jeferson Queiroz, formando uma programação diversificada para toda a comunidade evangélica e admiradores da música gospel.

    O Celebra Boca do Rio conta com o apoio da Prefeitura de Salvador, através da Saltur (Empresa Salvador Turismo), reforçando o compromisso da gestão municipal com a valorização de eventos culturais e religiosos que promovem integração social, entretenimento e fortalecimento da fé.

    SERVIÇO

    Evento: Celebra Boca do Rio

    Data: 16 de maio de 2026

    Horário: 19h às 22h30

    Local: Praça do Imbuí – Boca do Rio, Salvador-BA

    Atrações: Eric Carvalho, Kleide Valente, Sandro Nazireu, Brendo Azevedo e Jeferson Queiroz

    Entrada gratuita

  • FEPESBA promove II Encontro Estadual da Pesca e Aquicultura (EEPA) no Centro de Convenções

    O II Encontro Estadual da Pesca e Aquicultura (EEPA), promovido pela Federação dos Pescadores e Aquicultores da Bahia (FEPESBA), acontecerá no dia 16 de junho no Centro de Convenções de Salvador, localizado no bairro da Boca do Rio. O evento busca a ampliação do conhecimento no setor pesqueiro, capacitando pescadores e aquicultores por meio de palestras e trocas de experiências.

    Na busca pela ampliação do setor pesqueiro, a FEPESBA promoverá o II Encontro Estadual da Pesca e Aquicultura, que tem como objetivo principal o fortalecimento das atividades através de apresentações de técnicas de piscicultura, manutenção das carteiras dos pescadores, treinamento em segurança na navegação, oferta de espaços institucionais para serviços e produtos ligados ao setor, além de capacitar dirigentes de entidades no novo Cadastramento e Recadastramento do PesqBrasil.

    EEPA

    O II Encontro Estadual da Pesca e Aquicultura espera reunir 1.500 participantes, incluindo pescadores artesanais, piscicultores, gestores público, fornecedores do setor, estudantes e dirigentes de entidades ligas à pesca.

    O evento oferecerá o credenciamento para os participantes, palestras e alimentação, garantindo um ambiente propício para troca de conhecimento e networking.

    Palestras

    Será realizada uma mesa de abertura do evento com autoridades públicas e convidados para em seguida iniciar o ciclo de palestras com temas relevantes para o público-alvo. Os temas foram definidos considerando a relevância para o setor da pesca e aquicultura.

    O EEPA é uma realização da FEPESBA, com recursos do Ministério da Pesca e Aquicultura e Governo do Brasil.