Autor: Fabio Almeida

  • Escola de Enfermagem da UFBA e Hospital de Brotas firmam parceria para reciclagem técnica de profissionais de saúde

    Treinamentos teóricos e práticos têm início neste mês de julho e utilizam simulação realística para aperfeiçoar a assistência aos pacientes.

    Fotos: Marília Simões

    Professores da Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia (EEUFBA), enfermeiros e técnicos de enfermagem do Hospital de Brotas (HB), estudantes no papel de pacientes, laboratórios equipados para reproduzir leitos hospitalares e postos de enfermagem, além de muita interação e troca de conhecimento. Esse é o cenário dos treinamentos de simulação realística iniciados no último dia 14 de julho, na EEUFBA, no bairro do Canela, em Salvador, voltados à atualização das equipes de enfermagem do HB.

    A parceria entre o HB e a EEUFBA foi viabilizada pela enfermeira Victoria Almeida, responsável pelo Núcleo de Educação Permanente (NEP) do hospital. Egressa da Escola de Enfermagem da UFBA, ela conhece bem os programas de extensão da instituição por ter participado de diversos deles, durante o seu período na Escola.

    “Esse treinamento tem como objetivo atualizar a equipe de enfermagem da Unidade de Internação Adulto para a adoção das melhores condutas diante de situações como parada cardiorrespiratória (PCR), crise convulsiva e atendimento ao paciente com suspeita de acidente vascular encefálico (AVE), aperfeiçoando uma assistência cada vez mais segura e de qualidade”, explica Victoria Almeida.

    A enfermeira destaca que o perfil assistencial do Hospital de Brotas é formado, em sua maioria, por idosos e pacientes com múltiplas comorbidades. Por isso, considera essencial que as equipes participem periodicamente de treinamentos e atualizações voltados ao manejo de possíveis complicações clínicas.

    Inaugurado há dois anos, o Hospital de Brotas atende exclusivamente beneficiários do Planserv, sistema de assistência à saúde dos servidores públicos estaduais da Bahia. A unidade é administrada pelo Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), que tem a educação permanente como um dos pilares para garantir a qualidade da assistência, promovendo capacitações, atualização profissional e desenvolvimento de carreira de seus colaboradores. A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a segurança do paciente e a valorização dos profissionais de saúde – cuidando, assim, de quem cuida.

    O início de uma parceria em educação permanente

    Neste mês de julho, estão previstas duas turmas do treinamento: a primeira foi realizada no dia 14 e a segunda ocorrerá no dia 23. Cada turma tem carga horária de quatro horas e cerca de 20 participantes, favorecendo as atividades práticas e a troca de experiências.

    A Unidade de Internação Adulto foi o primeiro setor contemplado pela parceria entre a EEUFBA e o Hospital de Brotas, e cerca de 80% da equipe já está inscrita para o treinamento.

    Segundo Victoria Almeida, a expectativa é ampliar o programa para outros setores assistenciais, como UTI Adulto, Emergência e demais unidades do hospital.

    Técnico de enfermagem há 21 anos e graduado em Enfermagem há um ano, Josemir Santana participou da primeira turma e ressaltou a importância da iniciativa. “A educação permanente é fundamental para qualquer profissional. Ela nos permite reciclar conhecimentos, atualizar práticas e aprimorar continuamente nossa atuação. Na enfermagem, isso se reflete diretamente na qualidade da assistência prestada ao paciente. O treinamento está sendo excelente”, afirmou ele.

    Uma das responsáveis pelas atividades é a professora doutora Elieusa Pereira e Silva, docente da disciplina de Emergência da Escola de Enfermagem da UFBA, há mais de 13 anos, e especialista em Terapia Intensiva. Segundo ela, a simulação realística aproxima o profissional das situações vivenciadas no ambiente hospitalar e fortalece o processo de aprendizagem.

    “Quando utilizamos a metodologia de simulação de casos clínicos, os profissionais vivenciam cenários muito próximos da realidade. Ao final da atividade, realizamos o ‘debriefing’ que é um momento de análise e reflexão sobre a assistência prestada e as condutas adotadas. Priorizamos destacar os acertos e estimular a reflexão sobre pontos que podem ser aprimorados, sempre de forma respeitosa e construtiva”, explica.

    Ela também destacou o compromisso social da Universidade Federal da Bahia na formação e na atualização de profissionais: “Dessa forma, contribuímos não apenas para o desenvolvimento de profissionais enfermagem, mas, principalmente, para a segurança do paciente”, concluiu.

  • Bahia envelhece e transforma planejamento funerário em cuidado familiar

    Avanço da população idosa leva famílias a antecipar decisões, organizar despesas e conversar sobre a despedida

    Falar sobre a morte ainda causa desconforto em muitas famílias, mas o envelhecimento acelerado da população baiana torna essa conversa cada vez mais necessária. Às vésperas do Dia dos Avós, celebrado em 26 de julho, o planejamento funerário começa a ser compreendido não apenas como uma preparação para a perda, mas como uma forma de cuidado, proteção financeira e respeito às escolhas de pais e avós.

    Projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a Bahia reúne aproximadamente 2,47 milhões de pessoas com 60 anos ou mais — cerca de 16,6% da população estadual. Em 2000, eram aproximadamente 1,12 milhão. O crescimento da longevidade exige que as famílias se preparem para cuidar por mais tempo, mas também para enfrentar, com organização, as situações inevitáveis do ciclo da vida.

    Conversar protege – Para Eduardo Fernandes, gestor de projetos do Campo Santo Familiar, abordar o planejamento funerário com antecedência não significa antecipar a morte, mas evitar que decisões importantes sejam tomadas sob forte impacto emocional. “Quando a família conversa previamente sobre preferências, responsabilidades e providências, reduz incertezas e consegue atravessar o momento da despedida com um pouco mais de tranquilidade”, afirma.

    O diálogo pode envolver a localização de documentos, a definição de quem ficará responsável pelas providências, as preferências sobre cerimônia, sepultamento ou cremação, além da previsão dos custos. Sem essas informações, parentes fragilizados pelo luto precisam lidar, ao mesmo tempo, com burocracia, despesas inesperadas e decisões urgentes.

    Tabu aumenta dificuldades – “O planejamento não antecipa a morte; antecipa soluções”, resume Samara Bastos, coordenadora de marketing do Campo Santo Familiar. Segundo ela, muitas pessoas evitam o assunto por medo de parecer pessimistas, embora a falta de diálogo possa aumentar a insegurança e até provocar divergências entre familiares.

    A preparação pode incluir uma reserva financeira ou a contratação de assistência funerária. Antes de escolher qualquer modalidade, porém, é necessário verificar coberturas, períodos de carência, inclusão de dependentes, reajustes, abrangência territorial e serviços efetivamente previstos no contrato.

    Serviços são diferentes – Também é importante distinguir a assistência funerária de serviço cemiterial. Em geral, a assistência reúne providências como urna funerária, preparação do corpo, documentação, traslado e organização do velório. Jazigo, sepultamento e taxas de cemitério podem exigir contratação específica, conforme as condições de cada plano.

    Algumas empresas do segmento também oferecem benefícios que podem ser utilizados em vida. Na Bahia, o Campo Santo Familiar é um exemplo desse modelo, com assistência funerária, opções como cremação e velório on-line, além de uma rede de descontos para titulares e dependentes. A oferta acompanha uma tendência de ampliar o conceito de proteção familiar para além do momento do falecimento.

    Idosos devem decidir – Embora filhos e netos possam iniciar a conversa, pais e avós devem participar das decisões enquanto mantêm autonomia. Ouvir suas preferências, crenças e valores evita que o planejamento seja imposto e garante que a despedida respeite a história de quem partiu.

    O Dia dos Avós pode servir como oportunidade para tratar do assunto com sensibilidade. Em uma Bahia que envelhece, celebrar a longevidade também significa reconhecer a finitude. Planejar a despedida não diminui o valor da vida: permite que, no momento da perda, a família dedique menos energia à burocracia e mais ao acolhimento, à memória e ao afeto.

  • Voz marcante de Adrielle Show conquista as redes sociais e viraliza com interpretação de “Na Maldade”, sucesso de Simone Moreno

    Cantora emociona o público com releitura do clássico da música baiana e recebe elogios pela potência vocal e presença de palco.

    A cantora Adrielle Show vem conquistando cada vez mais espaço nas redes sociais após viralizar com sua interpretação da música “Na Maldade”, um dos maiores sucessos da cantora Simone Moreno. O vídeo da apresentação ganhou ampla repercussão na internet, acumulando milhares de visualizações, compartilhamentos e comentários positivos.

    A performance chamou a atenção do público pela força vocal, emoção e autenticidade demonstradas pela artista. Internautas destacaram o talento de Adrielle, elogiando sua potência vocal, carisma e presença de palco, características que têm fortalecido sua identidade artística e ampliado sua base de fãs.

    A repercussão espontânea do vídeo reforça o crescimento da cantora no cenário musical baiano e evidencia o papel das plataformas digitais na descoberta e valorização de novos talentos. Com uma interpretação marcante e cheia de personalidade, Adrielle conseguiu emocionar o público e atrair a atenção de admiradores de diferentes regiões do país.

    Com uma trajetória construída por meio da dedicação à música e da conexão genuína com o público, Adrielle Show segue consolidando seu nome entre os talentos em ascensão da cena musical baiana. O sucesso da releitura de “Na Maldade” representa mais um importante capítulo em sua carreira e demonstra o potencial da artista para alcançar voos ainda maiores.

    Sobre Adrielle Show

    Adrielle Show é cantora e intérprete da música baiana, reconhecida pela voz potente, versatilidade e forte interação com o público. Com apresentações marcadas pela emoção, autenticidade e energia no palco, a artista vem ampliando sua presença no cenário musical e nas redes sociais, conquistando cada vez mais seguidores e admiradores por onde passa.

  • Marcha para Jesus 2026 reúne multidão e transforma Itacaré em um grande palco de fé e adoração

    Evento reuniu milhares de fiéis durante três dias de programação e contou com apresentações de Alex Kin, Valesca Mayssa, Cassiane, Théo Rubia e outros grandes nomes da música gospel nacional

    A cidade de Itacaré viveu, entre os dias 10 e 12 de julho, um dos maiores eventos cristãos de sua história com a realização da Marcha para Jesus 2026.

    A programação reuniu milhares de fiéis, moradores e turistas em uma grande celebração de fé, louvor e unidade, consolidando o evento como uma das principais manifestações religiosas do sul da Bahia.

    Promovida pela OMEDI (Ordem dos Ministros Evangélicos de Itacaré), a Marcha para Jesus tomou conta das ruas da cidade em um clima de adoração, oração e comunhão, atraindo participantes de diversas regiões da Bahia e fortalecendo o turismo religioso no município.

    Entre os momentos mais marcantes da programação estiveram as apresentações de grandes nomes da música gospel nacional. O cantor Alex Kin levou ao público um repertório repleto de mensagens de fé e esperança. Outro destaque foi a cantora Valesca Mayssa, uma das principais vozes da nova geração da música gospel brasileira, que conduziu momentos de intensa adoração durante o evento.

    A programação também contou com shows de artistas consagrados, como Cassiane, Paulo Neto, Théo Rubia, Walkiria Nunes, Som & Louvor, Mateus Carvalho, Nengo Vieira, além da participação de Tio Kin e Tia Binha, proporcionando uma verdadeira maratona de louvor que marcou a edição deste ano.

    O sucesso da Marcha para Jesus reforça a importância do evento para a valorização da cultura cristã, o fortalecimento da fé e o desenvolvimento do turismo local. A iniciativa contou com o apoio da Prefeitura de Itacaré, da Câmara Municipal de Vereadores, do Governo do Estado da Bahia, da Sufotur e da Setur, que vêm investindo em ações voltadas ao incentivo do turismo e da cultura nos municípios baianos.

    Para os organizadores, o resultado superou as expectativas ao reunir uma multidão em um ambiente de paz, celebração e manifestação pública da fé cristã. A edição de 2026 entra para a história como uma das maiores já realizadas em Itacaré, deixando um legado de união, espiritualidade e fortalecimento dos valores cristãos.

    Com grande participação popular e uma programação de alto nível, a Marcha para Jesus reafirma sua força como um dos principais eventos do calendário religioso da Bahia, transformando Itacaré em referência para o turismo de fé e para grandes encontros de adoração.

  • Impactos da Reforma Tributária para Empresas Prestadoras de Serviços

    A Reforma Tributária sobre o consumo, consolidada pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentações infraconstitucionais em curso, representa uma das mais profundas mudanças no sistema tributário brasileiro nas últimas décadas. O modelo atual, baseado em múltiplos tributos (PIS, COFINS, ICMS e ISS), será substituído por dois tributos sobre valor agregado: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). A proposta traz como pilares a não cumulatividade plena, a tributação no destino, maior transparência e simplificação operacional. Contudo, apesar desses avanços estruturais, os impactos não serão homogêneos entre os setores, sendo o segmento de serviços um dos mais sensíveis às mudanças.

    Um dos principais pontos de atenção está no aumento da carga tributária nominal. Atualmente, as empresas de serviços estão sujeitas a alíquotas de ISS que variam entre 2% e 5%, além de PIS e COFINS que, no regime cumulativo, totalizam 3,65%, ou, no regime não cumulativo, atingem 9,25%. Com a implementação da CBS e do IBS, estima-se uma alíquota padrão em torno de 26,5%. Ainda que o novo modelo permita a apropriação ampla de créditos, o salto nominal é significativo e tende a gerar aumento efetivo da carga tributária, especialmente para empresas enquadradas no lucro presumido ou que operam com baixa estrutura de créditos. Em muitos casos, a diferença entre a carga atual e a futura não será integralmente compensada pelo novo sistema, resultando em pressão direta sobre margens e preços.

    A problemática se intensifica quando analisada a estrutura de custos do setor de serviços. Diferentemente da indústria e do comércio, que possuem cadeias produtivas mais extensas e intensivas em insumos, o setor de serviços tem como principal componente de custo a mão de obra. No modelo proposto, despesas com folha de pagamento não geram créditos de CBS e IBS, o que limita substancialmente a capacidade de recuperação tributária. Na prática, isso significa que grande parte do custo das empresas permanecerá onerado, reduzindo a efetividade do princípio da não cumulatividade. Esse desalinhamento estrutural tende a tornar o setor menos competitivo, sobretudo quando comparado a segmentos que conseguirão capturar créditos relevantes ao longo da cadeia.

    Além disso, o novo modelo introduz mecanismos como o split payment, que pode impactar diretamente o fluxo de caixa das empresas, ao antecipar o recolhimento do tributo no momento da liquidação financeira das operações. Para empresas de serviços, que já operam com margens mais ajustadas e menor capacidade de geração de créditos, esse fator pode agravar ainda mais a pressão financeira no curto prazo.

    Diante desse cenário, torna-se indispensável a adoção de uma abordagem estratégica e preventiva. As empresas deverão mapear detalhadamente suas operações para identificar oportunidades de geração e aproveitamento de créditos, ainda que limitadas. Paralelamente, será fundamental revisar contratos comerciais, especialmente aqueles de longo prazo, a fim de prever cláusulas de reequilíbrio econômico-financeiro diante da nova carga tributária. A reavaliação da cadeia de fornecedores também ganha relevância, privilegiando parceiros que possibilitem maior geração de créditos e eficiência fiscal. Em síntese, mais do que uma mudança de legislação, a Reforma Tributária impõe ao setor de serviços a necessidade de reestruturação estratégica, exigindo planejamento técnico aprofundado para preservação de margens, competitividade e sustentabilidade no novo ambiente tributário.

    Jordane Costa, Coordenador do Núcleo Contencioso e Consultivo Tributário.

  • Sthe Matos e Larissa Manoela expõem diferentes faces da endometriose

    Doença pode avançar com ou sem sintomas e afetar ou não a fertilidade

    Uma descobriu a doença durante a investigação da dificuldade para engravidar novamente. A outra precisou passar por cirurgia para retirar os focos. Os relatos recentes da influenciadora digital baiana Sthe Matos e da atriz Larissa Manoela expõem diferentes faces da endometriose, condição que pode provocar dores intensas, comprometer a fertilidade e atingir outros órgãos, mas também evoluir silenciosamente.

    Sthe Matos contou em suas redes sociais que não apresentava os sintomas normalmente associados à endometriose e só recebeu o diagnóstico ao investigar a infertilidade secundária — dificuldade para alcançar uma nova gestação depois de já ter engravidado anteriormente. Larissa Manoela, por sua vez, foi submetida a um procedimento cirúrgico para retirada das lesões provocadas pela doença.

    Nem sempre há dor — A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao que reveste internamente o útero cresce fora dele. Isso pode causar inflamações e aderências, espécies de cicatrizes internas capazes de unir órgãos e alterar a anatomia da pelve. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a condição atinja cerca de 190 milhões de mulheres em idade reprodutiva no mundo. No Brasil, aproximadamente oito milhões convivem com a doença, segundo o Ministério da Saúde.

    Cólica menstrual intensa, dor pélvica, desconforto durante as relações sexuais, dor para evacuar ou urinar e dificuldade para engravidar estão entre os principais sinais. Algumas mulheres, porém, não apresentam sintomas ou sentem apenas incômodos leves, mesmo quando possuem lesões mais extensas.

    “Não sentir dor não significa que a endometriose não exista. Algumas mulheres recebem o diagnóstico somente durante uma investigação de infertilidade. Por isso, a dificuldade para engravidar precisa ser avaliada de forma ampla, mesmo na ausência das cólicas tradicionalmente associadas à doença”, explica o cirurgião Marcos Travessa, coordenador do Núcleo de Ginecologia do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR).

    Fertilidade exige atenção — A endometriose pode dificultar a gestação ao provocar inflamações, aderências, obstrução das trompas ou alterações nos ovários. O diagnóstico, porém, não representa necessariamente infertilidade. Mais da metade das mulheres com a doença são férteis e podem engravidar espontaneamente.

    A investigação envolve a análise dos sintomas, do histórico da paciente e exames como ultrassonografia transvaginal especializada e ressonância magnética da pelve. O tratamento depende da idade, da localização das lesões, da intensidade dos sintomas e do desejo de engravidar.

    Podem ser utilizados analgésicos, medicamentos hormonais, DIU hormonal e técnicas de reprodução assistida. A cirurgia costuma ser considerada quando há dores persistentes, comprometimento de órgãos ou situações específicas relacionadas à fertilidade.

    Robô amplia precisão — Entre as opções minimamente invasivas cada vez mais utilizadas estão a videolaparoscopia e a cirurgia robótica. Na técnica robótica, o equipamento não atua sozinho: os instrumentos reproduzem os movimentos realizados pelo cirurgião em um console. A tecnologia oferece visão tridimensional ampliada e instrumentos com maior capacidade de articulação, recursos que podem favorecer a retirada de lesões profundas localizadas próximas a nervos, vasos sanguíneos, intestino ou sistema urinário.

    “A cirurgia não é indicada para todas as pacientes. Quando necessária, porém, deve ser cuidadosamente planejada. Nos quadros profundos e com a anatomia alterada por aderências, a visão ampliada e a mobilidade dos instrumentos robóticos podem facilitar a retirada das lesões e a preservação das estruturas saudáveis”, afirma Marcos Travessa.

    Estudos científicos apontam que a cirurgia robótica apresenta segurança e resultados semelhantes aos da laparoscopia convencional, sem comprovação consistente de superioridade entre as duas técnicas. A escolha deve considerar a complexidade do caso, a experiência da equipe, a disponibilidade da tecnologia e os objetivos reprodutivos da paciente.

    Para a mulher, os benefícios estão relacionados principalmente ao caráter minimamente invasivo da operação, realizada por pequenas incisões, o que pode proporcionar menos dor no pós-operatório, cicatrizes menores, menor risco de infecção e recuperação mais rápida, especialmente em comparação com a cirurgia aberta.

    Nos casos complexos, a precisão oferecida pelo robô também pode favorecer a retirada das lesões com menor manipulação dos tecidos saudáveis e maior preservação de estruturas importantes, como nervos, vasos sanguíneos, ovários, intestino, bexiga e ureteres. Os resultados, entretanto, dependem da indicação adequada e da experiência de uma equipe multidisciplinar.

  • A Inflow leva o Comfort Club para o ar livre e apresenta sua nova coleção Outdoor na CASACOR Bahia 2026

    Marca participa da mostra com quase 100 peças distribuídas em quatro ambientes e lança sua primeira coleção desenvolvida para áreas externas

    O conforto já não pertence apenas ao interior da casa. Varandas, jardins, pátios e áreas de convivência tornaram-se protagonistas de uma nova forma de viver, onde natureza, design e bem-estar se encontram.
    É nesse cenário que a Inflow apresenta sua estreia na CASACOR Bahia 2026 com um dos maiores movimentos da marca até o momento. Distribuída em quatro ambientes assinados por grandes nomes da arquitetura e do paisagismo, a empresa leva quase 100 produtos para a mostra e apresenta oficialmente sua nova coleção Outdoor.
    Desenvolvida para transformar áreas externas em verdadeiros espaços de permanência, a coleção combina design contemporâneo, conforto e alta performance. Os novos tecidos Sunproof oferecem resistência aos raios UV, repelência à água e alta durabilidade, sem abrir mão da sofisticação que caracteriza a marca.
    Entre os lançamentos estão a Poltrona Cloud Outdoor, o Sofá Ilha e o Sofá Modular Forte, peças que ampliam o conceito da Inflow de criar mobiliários que acompanham diferentes estilos de vida e novas formas de ocupar os espaços.
    Mais do que apresentar uma coleção, a participação na CASACOR Bahia reforça um novo momento da marca. A Inflow aproxima-se ainda mais do universo da arquitetura, do paisagismo e do design autoral, consolidando o conceito Welcome to the Comfort Club, um convite para viver o conforto como experiência, dentro e fora de casa.

    Os ambientes
    Jardim Respiro
    Terraço Paisagismo | Rodrigo Gheller
    Instalado no vazio central do Convento Nossa Senhora das Mercês, o ambiente propõe uma pausa em meio à mostra. O paisagismo tropical valoriza o silêncio da arquitetura existente e convida à contemplação através de vegetação exuberante, iluminação cênica e esculturas de Luiz Breseghello.
    A Inflow participa do espaço com a Poltrona Cloud Outdoor e o Sofá Ilha na tonalidade terracota, reforçando a integração entre design, natureza e conforto.

    Ambiente 46 | Antiga Cúpula da Igreja
    Pedro Chezzi Arquitetura
    Assinado por Pedro Chezzi, o ambiente explora uma leitura contemporânea da arquitetura histórica, criando uma atmosfera sofisticada e acolhedora.
    Neste espaço, a Inflow apresenta versões indoor da Poltrona Cloud e do Sofá Ilha, evidenciando a versatilidade da coleção e sua capacidade de dialogar com diferentes linguagens arquitetônicas.

    Jardim de Oração
    Daiane Reis | Joia Piscinas Biológicas
    Inspirado na conexão entre natureza e espiritualidade, o ambiente propõe um espaço de contemplação e desaceleração.
    A composição conta com a Poltrona Cloud Outdoor e o Sofá Ilha Outdoor em terracota, valorizando materiais naturais, conforto e permanência ao ar livre.

    Entre Camadas
    Michele Wharton e Dayse Pellegrino
    No ambiente assinado pelas arquitetas Michele Wharton e Dayse Pellegrino, a Inflow apresenta o exclusivo Sofá Modular Forte, desenvolvido para traduzir a flexibilidade, o conforto e a sofisticação que definem o novo momento da marca.

    Sobre a Inflow
    A Inflow é uma marca brasileira especializada em mobiliário modular que une design, tecnologia e conforto. Com fabricação própria, produção verticalizada e formulação exclusiva de espuma, desenvolve produtos para ambientes internos e externos que acompanham diferentes estilos de vida, oferecendo liberdade para transformar espaços de forma simples, prática e duradoura.
    Welcome to the Comfort Club.

    Serviço

    CASACOR Bahia 2026
    Local: Casa Nossa Senhora das Mercês
    Endereço: Av. Sete de Setembro, 1105 – Campo Grande, Salvador – BA
    Período: De 07 de julho a 06 de setembro de 2026
    Conceito: “Mente e Coração”
    Instagram: @inflowsofa
    Site: inflowsofa.com.br

  • Sthe Matos e Larissa Manoela expõem diferentes faces da endometriose

    Doença pode avançar com ou sem sintomas e afetar ou não a fertilidade

    Uma descobriu a doença durante a investigação da dificuldade para engravidar novamente. A outra precisou passar por cirurgia para retirar os focos. Os relatos recentes da influenciadora digital baiana Sthe Matos e da atriz Larissa Manoela expõem diferentes faces da endometriose, condição que pode provocar dores intensas, comprometer a fertilidade e atingir outros órgãos, mas também evoluir silenciosamente.

    Sthe Matos contou em suas redes sociais que não apresentava os sintomas normalmente associados à endometriose e só recebeu o diagnóstico ao investigar a infertilidade secundária — dificuldade para alcançar uma nova gestação depois de já ter engravidado anteriormente. Larissa Manoela, por sua vez, foi submetida a um procedimento cirúrgico para retirada das lesões provocadas pela doença.

    Nem sempre há dor — A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao que reveste internamente o útero cresce fora dele. Isso pode causar inflamações e aderências, espécies de cicatrizes internas capazes de unir órgãos e alterar a anatomia da pelve. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a condição atinja cerca de 190 milhões de mulheres em idade reprodutiva no mundo. No Brasil, aproximadamente oito milhões convivem com a doença, segundo o Ministério da Saúde.

    Cólica menstrual intensa, dor pélvica, desconforto durante as relações sexuais, dor para evacuar ou urinar e dificuldade para engravidar estão entre os principais sinais. Algumas mulheres, porém, não apresentam sintomas ou sentem apenas incômodos leves, mesmo quando possuem lesões mais extensas.

    “Não sentir dor não significa que a endometriose não exista. Algumas mulheres recebem o diagnóstico somente durante uma investigação de infertilidade. Por isso, a dificuldade para engravidar precisa ser avaliada de forma ampla, mesmo na ausência das cólicas tradicionalmente associadas à doença”, explica o cirurgião Marcos Travessa, coordenador do Núcleo de Ginecologia do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR).

    Fertilidade exige atenção — A endometriose pode dificultar a gestação ao provocar inflamações, aderências, obstrução das trompas ou alterações nos ovários. O diagnóstico, porém, não representa necessariamente infertilidade. Mais da metade das mulheres com a doença são férteis e podem engravidar espontaneamente.

    A investigação envolve a análise dos sintomas, do histórico da paciente e exames como ultrassonografia transvaginal especializada e ressonância magnética da pelve. O tratamento depende da idade, da localização das lesões, da intensidade dos sintomas e do desejo de engravidar.

    Podem ser utilizados analgésicos, medicamentos hormonais, DIU hormonal e técnicas de reprodução assistida. A cirurgia costuma ser considerada quando há dores persistentes, comprometimento de órgãos ou situações específicas relacionadas à fertilidade.

    Robô amplia precisão — Entre as opções minimamente invasivas cada vez mais utilizadas estão a videolaparoscopia e a cirurgia robótica. Na técnica robótica, o equipamento não atua sozinho: os instrumentos reproduzem os movimentos realizados pelo cirurgião em um console. A tecnologia oferece visão tridimensional ampliada e instrumentos com maior capacidade de articulação, recursos que podem favorecer a retirada de lesões profundas localizadas próximas a nervos, vasos sanguíneos, intestino ou sistema urinário.

    “A cirurgia não é indicada para todas as pacientes. Quando necessária, porém, deve ser cuidadosamente planejada. Nos quadros profundos e com a anatomia alterada por aderências, a visão ampliada e a mobilidade dos instrumentos robóticos podem facilitar a retirada das lesões e a preservação das estruturas saudáveis”, afirma Marcos Travessa.

    Estudos científicos apontam que a cirurgia robótica apresenta segurança e resultados semelhantes aos da laparoscopia convencional, sem comprovação consistente de superioridade entre as duas técnicas. A escolha deve considerar a complexidade do caso, a experiência da equipe, a disponibilidade da tecnologia e os objetivos reprodutivos da paciente.

    Para a mulher, os benefícios estão relacionados principalmente ao caráter minimamente invasivo da operação, realizada por pequenas incisões, o que pode proporcionar menos dor no pós-operatório, cicatrizes menores, menor risco de infecção e recuperação mais rápida, especialmente em comparação com a cirurgia aberta.

    Nos casos complexos, a precisão oferecida pelo robô também pode favorecer a retirada das lesões com menor manipulação dos tecidos saudáveis e maior preservação de estruturas importantes, como nervos, vasos sanguíneos, ovários, intestino, bexiga e ureteres. Os resultados, entretanto, dependem da indicação adequada e da experiência de uma equipe multidisciplinar.

  • NWADV consolida presença em cinco continentes e fortalece estratégia globalIniciativa internacional completa 11 anos e entra em nova fase


    São Paulo, junho de 2026 – A Nelson Wilians Advogados (NWADV) consolida sua presença internacional ao avançar na formalização de uma estratégia construída ao longo de 11 anos. O projeto entra agora em uma nova fase, marcada pelo fortalecimento da governança, maior integração institucional e alinhamento técnico entre as diferentes jurisdições em que o escritório atua.
    Mais do que uma frente específica, a iniciativa se estrutura como um eixo transversal da operação, conectando equipes, organizando fluxos e ampliando a coordenação entre países.
    “A internacionalização da NWADV não é recente — ela faz parte da nossa estratégia institucional há mais de uma década”, afirma Marcel Daltro, diretor responsável pelo projeto. “Ao longo desse período, construímos uma base sólida, que integra conhecimento jurídico, relacionamento e geração de negócios em diferentes mercados.”
    O movimento acompanha uma tendência mais ampla. Dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) mostram que, em 2025, houve crescimento de 13,5% no número de empresas brasileiras atuando no comércio exterior. Entre as 23.386 organizações apoiadas pela agência, 51,7% são micro e pequenas empresas — um indicativo de que a internacionalização deixou de ser restrita a grandes corporações.
    Atualmente, o escritório mantém operações em mais de 22 países, distribuídos por cinco continentes, promovendo conexões estruturadas entre clientes, parceiros e oportunidades. “Não se trata de um núcleo isolado, mas de uma engrenagem estratégica que posiciona o NWADV dentro de um ecossistema jurídico global”, destaca Daltro.
    A ALLIANZA segue como um dos principais vetores dessa expansão, reunindo escritórios de excelência em diversas jurisdições e estimulando a cooperação entre mercados. “Nós da NWADV, como membros e fundadores da ALLIANZA, reconhecemos que o projeto exerce um papel relevante, mas nossa presença internacional vai além de uma única aliança. Ela se sustenta em relações institucionais consistentes, governança estruturada e integração técnica”, afirma.
    Segundo o diretor, o diferencial está na consistência da entrega em qualquer território. “Nosso compromisso é garantir que o cliente encontre, fora do Brasil, o mesmo padrão de qualidade, rigor técnico e cuidado que consolidou a NWADV ao longo de mais de 25 anos. Mudam os países; permanecem o método e a excelência.”
    Para Daltro, trata-se de um movimento de longo prazo. “A atuação internacional é um ativo institucional. Fortalece a reputação, amplia conexões e gera novas oportunidades. Seguimos conectando negócios, pessoas e jurisdições com visão global e responsabilidade.”

    Sobre a NWADV
    Com mais de 25 anos de atuação, a NWADV é um dos maiores escritórios de advocacia da América Latina, com sólida experiência na assessoria jurídica de empresas nacionais e internacionais dos mais diversos setores. Atuamos de forma estratégica para atender organizações que representam parcela significativa do PIB brasileiro, oferecendo soluções jurídicas eficientes e alinhadas aos desafios do mercado. Contamos com presença em todas as capitais brasileiras e em importantes cidades do interior, além de representações na América Latina e Europa. Essa capilaridade nos permite oferecer uma atuação ágil e próxima dos nossos clientes, com estrutura moderna, tecnologia de ponta e uma equipe altamente qualificada.

  • IA acende alerta em eleições de cargos políticos e órgãos públicos

    Advogados explicam quando fake news, deepfakes e propaganda irregular podem levar disputas eleitorais à Justiça

    O avanço da inteligência artificial acendeu um alerta para diferentes tipos de processos eleitorais no país. O debate não se limita às eleições gerais de outubro, quando os brasileiros irão às urnas para escolher presidente, governadores, senadores e deputados. A preocupação também alcança disputas realizadas em universidades públicas, conselhos de classe, autarquias federais e outros órgãos públicos, onde campanhas internas podem ser impactadas por fake news, perfis falsos, deepfakes, montagens, ataques à honra e propaganda irregular.

    A pauta ganha força porque a IA já permite a criação de vídeos, áudios, imagens e textos falsos com aparência cada vez mais realista. Em uma disputa eleitoral, esse tipo de conteúdo pode confundir o eleitor, atingir a imagem de candidatos ou chapas, manipular informações relevantes e comprometer a legitimidade do processo de escolha. A depender do caso, a situação pode gerar pedido de remoção de conteúdo, impugnação, responsabilização civil, ação por dano moral, questionamentos administrativos e judicialização do resultado.

    Segundo o advogado Fábio Freire, sócio do BSF Advogados, o problema não está no uso da tecnologia em si, mas na forma como ela é aplicada. “A inteligência artificial pode ser uma ferramenta legítima de comunicação, inclusive em campanhas eleitorais. O risco jurídico surge quando ela é usada para criar uma realidade falsa, induzir o eleitor a erro, atacar a reputação de adversários ou desequilibrar a disputa. Nesses casos, o conteúdo deixa de ser estratégia de campanha e pode se transformar em prova de irregularidade”, afirma.

    Nas eleições para cargos políticos, as regras da Justiça Eleitoral já tratam de temas como desinformação, uso de conteúdo sintético, deepfakes, impulsionamento, propaganda irregular e responsabilização de candidatos, partidos e apoiadores. Mas o alerta também vale para outros ambientes institucionais. Em universidades, conselhos profissionais, autarquias e órgãos públicos, mesmo quando há normas eleitorais próprias, a divulgação de informações falsas ou manipuladas pode violar princípios como legalidade, moralidade, igualdade entre candidatos, lisura do processo e proteção à honra.

    Para a advogada Sabrina Batista, também sócia do BSF Advogados, disputas internas muitas vezes recebem menos atenção pública, mas podem gerar danos expressivos. “Uma eleição em conselho de classe, universidade ou órgão público pode parecer menor do que uma eleição para governador ou presidente, mas os efeitos de uma fake news podem ser igualmente graves. Um vídeo falso, uma acusação sem prova ou uma montagem criada por inteligência artificial pode afetar reputações, interferir no voto e comprometer a confiança no processo eleitoral”, destaca.

    Outro aspecto relevante é a responsabilidade de quem produz, compartilha ou se beneficia do conteúdo. Em tempos de IA, não basta alegar desconhecimento. Campanhas, chapas, candidatos e apoiadores precisam adotar cuidados antes de publicar ou replicar materiais digitais, especialmente quando envolvem acusações, imagens, falas ou documentos atribuídos a terceiros. A análise jurídica pode ser decisiva para evitar que a comunicação eleitoral se transforme em crise institucional ou disputa judicial.

    “O eleitor deve desconfiar de vídeos e áudios sem origem clara, verificar se a informação foi publicada por canais oficiais, evitar compartilhamentos impulsivos e registrar provas quando identificar possível manipulação. Já candidatos, chapas e instituições devem estabelecer regras claras de campanha, canais de denúncia e mecanismos rápidos de resposta a conteúdos falsos”, recomenda o advogado Fábio Freire.