repercussão do jingle “Dalê”, lançado por ACM Neto (União Brasil) em parceria com o cantor O Poeta, teria aumentado a pressão sobre a equipe de comunicação do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para apresentar uma resposta com potencial semelhante de circulação nas redes sociais.
Informações de bastidores recebidas pelo O Bahia Post apontam que profissionais ligados à estratégia política do governador intensificaram a procura por artistas do pagode baiano. A intenção seria produzir uma música capaz de disputar espaço com o material divulgado pela pré-campanha adversária.
Entre os nomes procurados estariam O Kanalha, Malafaia, A Chapa e Rei dos Faixa. Os artistas, segundo os relatos, teriam recusado os convites para integrar a estratégia de comunicação de Jerônimo.
Os supostos contatos e as recusas ainda não foram confirmados publicamente pelos músicos citados nem pela equipe do governador. Por essa razão, as informações são apresentadas como relatos de bastidores, e não como fatos oficialmente reconhecidos pelas partes envolvidas.
O movimento teria começado depois que “Dalê” ganhou espaço em vídeos, publicações de apoiadores e conteúdos ligados a ACM Neto. A música aposta em refrão simples, linguagem popular e referências ao pagode baiano para associar o ex-prefeito de Salvador à ideia de mudança política no estado.
A gravação utiliza frases como “tô fechadão com Neto” e “chegou a hora da mudança”, além de tentar ampliar a imagem do pré-candidato para além da capital. Um dos trechos faz referência direta ao interior da Bahia, território considerado estratégico na disputa pelo governo estadual.
Nos bastidores do PT, a circulação da música teria sido vista como um desafio para a comunicação de Jerônimo. O receio seria permitir que o adversário ocupe sozinho uma linguagem popular, musical e de fácil reprodução, especialmente em vídeos curtos e eventos políticos.
A busca por artistas do pagode não seria apenas uma tentativa de criar um novo jingle, mas também de aproximar a imagem do governador de um dos gêneros mais associados à cultura popular de Salvador e da Região Metropolitana.
A disputa musical ocorre antes do período oficial de campanha, mas já revela como as pré-candidaturas pretendem atuar no ambiente digital. Mais do que apresentar propostas, os grupos políticos buscam bordões, músicas e formatos capazes de transformar apoiadores em agentes de divulgação espontânea.
Até a publicação desta matéria, a equipe de Jerônimo Rodrigues, O Kanalha, Malafaia, A Chapa e Rei dos Faixa não haviam se manifestado publicamente sobre os supostos convites.
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