O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos afirmou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que um programa de crédito criado na Bahia estaria na origem de um esquema que, segundo ele, culminou no escândalo envolvendo o Banco Master.
Durante a gravação, realizada em um estabelecimento comercial de Salvador, Santos sustenta que a primeira unidade a operar o chamado “Crédito Sexta” teria funcionado no local. Segundo ele, o programa utilizava a folha de pagamento de servidores públicos como garantia para empréstimos consignados, com cobrança de juros que classificou como elevados.
O pré-candidato atribuiu a criação do modelo ao empresário Augusto Lima, apontado por ele como futuro sócio do Banco Master. Santos também mencionou os nomes dos ex-governadores baianos Jacques Wagner e Rui Costa, afirmando que o sistema teria sido expandido posteriormente para outras regiões do país.
De acordo com o pré-candidato, o modelo de crédito teria servido de base para operações financeiras que cresceram em diferentes governos estaduais e federais, incluindo administrações de diferentes correntes políticas. Ele citou ainda os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema, além do ex-ministro João Roma, ao comentar a ampliação das modalidades de crédito consignado nos últimos anos.
Renan Santos também fez críticas ao sistema político nacional e afirmou que o caso teria repercussões capazes de atingir lideranças de diferentes partidos. Segundo ele, o tema estaria sendo evitado por grupos políticos adversários durante o debate eleitoral na Bahia.
Ao final do vídeo, o pré-candidato declarou que pretende abordar o assunto durante sua campanha presidencial, defendendo investigações sobre o caso e responsabilização dos envolvidos.
As alegações apresentadas por Santos não foram acompanhadas, no vídeo, da apresentação de documentos ou provas que comprovem as acusações. Os citados não tiveram espaço para manifestação no conteúdo divulgado pelo pré-candidato.
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